Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/10/2019

O filme “Juno” conta a história de uma menina, de mesmo nome, que acidentalmente engravida de seu melhor amigo. A obra mostra o drama de Juno e trata isso de maneira leve e divertida, pois, apesar da situação, conta com muito apoio de seus amigos e família. Transpassado o contexto ficcional, a gravidez na adolescência não é tratada da mesma forma, já que, muitas vezes, acarreta problemas para as jovens, como o abandono dos estudos e a falta de planejamento familiar. Desta forma, é imperiosa ações governamentais para mitigar o número de jovens gestantes, tais como a inserção de aulas de educação sexual e o incentivo ao diálogo entre pais e filhos.

Primeiramente, observa-se que as aulas sobre sexualidade, as quais podem ser implantadas pelo regime político, são essenciais para reduzir a prenhez juvenil. Neste sentido, durante estas lições meninos e meninas são ensinados sobre métodos contraceptivos e como funcionam, e aprendem, também, sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e como preveni-las. Além disso, é válido ressaltar o pensamento do filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, o qual torna evidente que as escolas, associadas à educação sexual, são um veículo fundamental para minimizar o número de adolescentes gestantes, já que educam homens e mulheres em relação ao planejamento familiar. Destarte, é fundamental que o Estado aja em prol desta causa.

Outrossim, é imprescindível que o Governo incentive às famílias a quebrar o tabu em relação ao sexo e a dialogar com seus filhos. Sob esta ótica, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer postulava que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Desta forma, os pais, principal eixo social e educador dos adolescentes, ao conversarem com seus filhos sobre a responsabilidade em relação ao ato sexual, constroem um alicerce de confiança e, assim, aumentam os limites do campo de visão deste jovem, além de ajudá-lo a entender que é preciso sensatez em relação ao sexo, já que uma gravidez inesperada gera empecilhos para o futuro do juvenil.

Infere-se, portanto, que existem ações que podem ser realizadas pelo Estado para reduzir a gravidez na adolescência. Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, os quais têm como função empreender ações à execução do bem comum, promovam, por meio da inserção da disciplina Educação Sexual à Base Nacional Comum Curricular, a educação de adolescentes em relação à métodos contraceptivos, com objetivo de minimizar a gestação juvenil. Ademais, urge que o Ministério da Saúde realize campanhas publicitárias que incentivem os pais a conversarem sobre sexo com seus filhos, com fito de promover o planejamento familiar. Somente desta forma os adolescentes evitarão passar pelo mesmo que passou a jovem Juno.