Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/10/2019
A adolescência é uma fase da vida em que os jovens começam a se preparar para o futuro, tendo as suas primeiras responsabilidades e escolhas. Contudo, o cenário visto pela gravidez na adolescência, não só por ser um problema de saúde pública, como também pela falta de orientações, demonstra ser uma grande problemática que necessita de uma solução.
Convém ressaltar, a princípio, que por trazer sérios problemas quanto para a mãe quanto para o bebê, a gravidez precoce é considerada um empecilho para a saúde pública. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 20% da mortalidade infantil é descendente de problemas gestacionais desse tipo de gravidez. No entanto, verifica-se que essas jovens não são acompanhadas por um profissional da saúde para os cuidados básicos, e o principal motivo é a falta de apoio familiar.
Além disso, o tema sexualidade ainda é muito pouco discutido entres os pais e seus filhos. Segundo o escritor Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela tampouco a sociedade muda”, ou seja, sem uma orientação familiar e, muitas vezes, sem um ensino adequado, os jovens sempre repetiram os mesmos erros, como se relacionar sexualmente sem preservação e as consequências dessa escolha. Entretanto, muitos pais são contra a orientação sexual por acreditarem ser uma forma de incentivo e não de prevenção.
Logo fica evidente a necessidade da criação de medidas para reduzir a gravidez na adolescência. Portanto, o Ministério da Saúde por meio da divulgação de campanhas pelas mídias, deve contratar profissionais, como médicos e psicólogos, para realizarem palestras em escolas, principalmente as públicas, tendo como público alvo não só os alunos como também seus familiares. Tais palestras devem abordar temas em torno da orientação sexual juvenil, a fim de evitar uma gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Somente então, será possível garantir um futuro melhor para todas essas garotas.