Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/10/2019

Na série norte americana"13 Reason Why",exibida pela Netflix,a jovem Cloe se vê diante da decisão de abortar,após ficar gravida precocemente,como possibilidade para não atrapalhar a sua adolescência e o seu futuro.Fora das telas,a gravidez na adolescência é uma realidade,que atinge muitos jovens no Brasil,sendo necessário ações governamentais para a redução dessa problemática.Nesse sentido,as causas da alta taxa de natalidade na adolescência são diversas,como,o contato com músicas de teor sexual,falta de diálogo familiar e o uso incorreto ou a falta do uso de preservativos por esses  jovens.Sendo assim,orientações no âmbito familiar e escolar é de extrema importância.

É importante ressaltar,primeiramente,que a fase da adolescência é aquela que ocorre o amadurecimento hormonal,descobertas e experiências importantes,com isso as transformações psíquicas acabam sendo influenciadas pelo meio social.O sociólogo Steven Martino em um estudo,publicado na revista “Pediatrics”,revelou que jovens entre 12 e 17 anos que ouvem músicas (principalmente Rap e Funk),em que as letras apresentam a mulher como objetos sexual,têm relações sexuais mais precoces do que os que escutam outro tipo de música.Nessa perspectiva,a busca da sexualidade mais cedo implica na gravidez indesejada ,bem como doenças sexualmente transmissíveis pela falta do uso de preservativo ou de orientações de seus familiares.

O Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.Dessa forma,a gravidez na adolescência muda a trajetória de vida de pais e mães jovens,já que o abandono escolar muitas vezes é inevitável devido aos cuidados necessário ao bebê. Além disso,a maioria dos casos de gravidez indesejada tem como causa o uso incorreto ou a ausência  do uso de preservativos e métodos anticonceptivos,sendo a falta de orientação e o diálogo familiar uma das causas que contribuem para essa problemática.

Portanto,faz-se necessário ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência.Logo,cabe ao Ministério da Saúde,em parceria com as escolas,administrar palestras sobre a sexualidade na juventude,bem como ampliar o acesso à educação sexual,por meio de debates e orientações de psicólogos e ginecologistas.Além disso,é essencial que as famílias estabeleçam um diálogo,ou que encaminhem esse jovem a especialistas para orientar sobre a prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis.Tais medidas contribuirão para reduzir os altos índices de gravidez precoce,possibilitando uma adolescência com descobertas e experiências positivas para o futuro desses jovens brasileiros.