Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 24/10/2019
Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada), apesar dos índices de gravidez na adolescência ter diminuído nos últimos anos, ainda são alarmantes, 1 a cada 5 bebês tem uma mãe entre 10 e 19 anos. Dado explicado através da desinformação que os jovens têm, sendo advinda da falta de tempo dos seus responsáveis em ensiná-los ou mesmo pela influência da igreja conservadora na sociedade, trazendo assim complicações aos jovens, sendo afetados, principalmente, os de baixa renda e minorias.
Com o advento da indústria e as modificações que ela trouxe a vida da sociedade, à medida que os adultos passam mais tempo em seus trabalhos, as crianças passam em suas escolas, desta maneira o papel da família de ensinar os valores éticos e morais de seus filhos tem mudado de papel e sido terceirizado para às escolas. Elas, por sua vez, são falhas em ensinar aos adolescentes sobre os riscos da vida sexual, acarretando que os jovens aprendam na prática e se exponham a riscos como DSTs, gravidez precoce ou abuso infantil.
Outro motivo é a sociedade que não respeitam a laicidade do estado, impondo as regras cristãs e o “tabu” que é falar sobre sexualidade, desta maneira, as escolas têm medo de tratar de assuntos delicados como sexualidade pelo medo das críticas da sociedade, pois ela acha que ensinar sobre métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis a adolescentes é incentivá-los a ter uma vida sexualmente ativa.
Vale ressaltar também que os mais afetados com este problema são as minorias, principalmente as de baixa renda e regiões carentes como interior ou favelas. Pois a maior parte não possui uma estrutura familiar bem sucedida e, consequentemente, continuam a ter a vida de sempre, sem estrutura, gerando problemas como relacionamentos abusivos, falta de maturidade na hora de criar seus filhos, baixa escolaridade, algumas atrasam o pré-natal e aumentam a instabilidade da saúde dos seus filhos pelo medo de contar aos pais e qualidade de vida abaixo da esperada.
Diante do que foi visto acima, torna-se evidente então que são necessárias ações conjuntas entre o MEC e o Ministério da Saúde. O MEC deve investir em momentos escolares com ginecologistas e profissionais da área que estejam aptos a esclarecerem dúvidas com os jovens, momentos de mesa redonda e ações que visem a deixá-los à vontade para que possam tirar suas dúvidas, sem o “tabú” e levando em conta a laicidade do estado. O Ministério da Saúde também deveria abrir um canal telefônico para os mesmos fins, visando atender também a jovens que não participam desses momentos ou tem medo de se expor em público.