Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 26/10/2019

Vida adulta precoce, falta de prevenção, doenças sexualmente transmissíveis, evasão escolar, julgamento social, renda. São os principais fatores no que tange o assunto gravidez na adolescência atualmente no Brasil. Esses revelam a importância da manutenção de uma política preventiva e informativa por parte do governo federal, em trabalho conjunto com a população. Assim, tal tema de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico do país, é colocado em voga.

Dados recentes revelam uma pequena queda no número de casos de natalidade adolescente em território nacional. Entretanto os mesmos ainda são alarmantes. Como base de comparação, o Brasil apresenta-se em número de casos acima da taxa mundial de gravidez na adolescência. Isso se torna preocupante pelo transtorno socioeconômico causado na vida desses adolescentes. Ao entrarem em uma vida sexualmente ativa precocemente, muitos sem orientações básicas de prevenção, são expostos a diversos tipos de doenças. Além disso a gravidez precoce trás à tona problemas psicológicos e exclusão social, principalmente à gestante.

Como consequência de tais problemas, têm-se a evasão escolar de inúmeras mulheres grávidas. Uma vez que, a maioria por serem de baixa renda precisam abandonar sua rotina para trabalhar e cuidar da criança. Dificultando assim a posterior entrada no mercado de trabalho, devido ao baixo grau de escolaridade, o que dificulta a ascensão financeira destas m. Soma-se a isso o julgamento social sofrido por elas, ao serem associadas a imagem de irresponsáveis, imaturas e vulgares. Fato que contribui para a deturpação psicológica da adolescente.

Como retratado no filme “Que horas ela volta”, da diretora Anna Muylaert, a questão social por trás da gravidez na adolescência pode ser vista como um fenômeno causado pela falta de comunicação entre pais e filhos, resultando em uma falta de assistência psicológica e ausência de um diálogo acerca dos métodos preventivos. Soma-se a isso à questão monetária, uma vez que o problema se torna mais evidente em populações mais carentes.

Portanto é evidente que precisa-se de ações governamentais voltadas a solução de tais paradigmas. A ação conjunta entre os Ministérios da Saúde e Educação visando a conscientização sexual, através de campanhas e palestras preventivas nas escolas e postos de saúde, é uma das soluções cabíveis. Sendo esta realizado nas regiões com maiores índices de gravidez na adolescência. Outra ação seria a ampliação do acesso de gestantes e mães as escolas, evitando a interrupção dos estudos e o desencadeamento dos problemas citados. Para isso, um trabalho entre o MEC e as secretarias de educação de regiões mais afetadas, para preparar escolas e garantir esse acesso.