Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 24/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” . Analogamente, a pedra citada pelo poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade pode ser comparada à, grave e recorrente, questão da gravidez na adolescência, cuja incidência, no Brasil, está acima da média dos países da América Latina, de acordo um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS. Destarte, é fundamental analisar os aspectos que corroboram para a manutenção dessa problemática nacional.
Inicialmente, com a democratização do acesso à informação, a sociedade tem cada vez mais acesso ao conhecimento de forma prática e facilitada. A geração atual de adolescente, por exemplo, nunca teve tanta informação disponível sobre educação sexual, os quais estão presentes na mídia, internet e nas escolas. Ainda assim, diante da acentuada disponibilidade de conteúdo informacional, a recorrência da gravidez precoce persiste e acomete todas camadas. De acordo com o Médico Dráusio Varela e a obstetra Adriana L. Wissman, a situação ocorre tanto na classe mais baixa, quanto na mais alta, porém a diferença acontece na maneira como elas enfrentram o impasse. Afinal, o acesso aos cuidados de saúde, física e emocional, são muito distintos.
Outro tópico importante a ser destacado, refere-se a gestação precoce ser classificada como alto risco e poder trazer inúmeras consequências nocivas para os aspectos emocionais, sociais, econômicos e para a própria saúde da mãe e do filho. De acordo com o relatório da OMS, já citado anteriormente, a mortalidade materna representa um dos principais fatores de óbito entre as jovens e adolescentes de 15 a 24 anos. Essa situação pode ser considerada um problema de saúde pública, devido aos esforços governamentais, referentes a disponibilidade de 8 diferentes métodos contraceptivos gratuitos, no Sistema Unificado de Saúde - SUS - como a camisinha e o anticoncepcional injetável, e ainda assim o problema persiste.
Portanto, com o objetivo de alcançar a redução da gravidez na adolescência, o Ministério da Educação precisa desenvolver conteúdo informativo, com uma linguagem específica dos jovens, a ser difundida por meio das redes sociais através dos profissionais formadores de opniões, os quais possuem grande alcance dentro do público adolescente, além de trazer esse assunto para dentro da sala de aula, para que ele seja simultâneamente trabalhado com um caráter interdisciplinar e mais profundo. E desta maneira, o país seja apto a retirar a pedra que tinha no meio do caminho e amparar melhor os cidadãos.