Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 26/10/2019
No livro “Confissões de Adolescente, da autora Maria Mariana, é retratado o drama vivenciado pela personagem Alice, que engravidou aos 16 anos. Fora da ficção, a gravidez na adolescência é uma realidade problemática apresentada no Brasil, causada pela desigualdade social e desenformação sobre sexualidade.
Primeiramente, não são disponibilizadas aulas de educação sexual o suficiente na rede de ensino. Segundo o filósofo Emanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, porém, as escolas brasileiras ignoram esse princípio e não priorizam a educação sexual da adolescente; isso é representado nas estatísticas do site Brasil Escola, no qual menos de 20% dos colégios públicos nacionais tem aula de educação sexual. Por consequência, as jovens ficam vulneráveis a praticar sexo desprotegido e engravidarem precocemente.
Ademais, a desigualdade social é um dos fatos que aumenta as chances de uma gravidez precoce. De acordo com o site G1, o número de adolescentes grávidas em regiões mais pobres ultrapassa em 20% as regiões mais ricas. Para exemplificar, é ofertada para meninas com melhores condições socioeconômicas uma melhor educação, que as permite criar perspectivas de vida que não se restringem a maternidade, assim, providenciam os cuidados necessários para o início da vida sexual segura (acompanhamento ginecológico e uso de contraceptivos).
À luz dos fatos superpostos, certas medidas devem ser tomadas, como: o Estado, em parceria com o Ministério da educação e da Saúde devem implementar aulas obrigatórias de educação sexual na grade curricular do ensino médio, nas quais profissionais da saúde apresentaram os métodos contraceptivos, seu modo de uso e os ricos do sexo desprotegido, com o intuito de conscientizá-las. Além disso, também devem disponibilizar aulas de “projeto de vida” nas quais as jovens são estimuladas a pensar sobre seu futuro por meio de palestras com mulheres de diversas áreas profissionais, com o objetivo de despertar nessas meninas uma perspectiva não restrita a maternidade, como consequência, adiando o plano de ser mãe.