Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/03/2020

“Formando antes de ser formado”

A obra literária “O cortiço” de Aluísio de Azevedo relata a vida de Florinda uma garota que aos 15 anos de idade engravida indesejavelmente e é abandonada pela sua mãe e seu parceiro. Fora da ficção muitas jovens brasileiras padecem da mesma situação, uma vez que a família e o Estado encontrasse omisso a tal fato. Além disso, a grande parcela da população jovem ignora a existência de métodos contraceptivos ou, simplesmente, conhece-os, mas não os adota, o que umenta as estatíticas de jovens que geram uma criança antes do período recomendado.

A priori, consoante ao Estatudo da criança e adolescente nenhum juvenil será objeto de qualquer forma de negligência. Entretanto, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que  conforme a Organização Mundial da Saúde a cada mil adolescentes brasileiras, 68,4% ficaram grávidas. Em vista disso, é vidente que há uma negligência por parte dos familiares e do Estado, pois o assunto geralmente não é abordado no contexto familiar e educativo, em vista  que o sexo é ainda um tema considerado tabu na sociedade brasileira, o que corrobora para falta de informação do indivíduo no ato sexual.

Outrossim, é incontrovertível que uma das maiores causas para a gravidez na adolescência está relacionado com a desinformação dos métodos contraceptivos. Além disso, é de extremo risco para saúde da mãe e do bebê, já que o corpo não encontra-se totalmente desenvolvido, podendo ocorrer parto prematuro ou aborto natural. O lado psíquico também é afetado, pois a adolescência é um período da vida em que o indivíduo está em mudança, descobrindo sua personalidade ,desenvolvendo o senso crítico e experimentando coisas novas. Dessa forma a gravidez nesse fase é muitas vezes negativa, pois uma criança requer cuidados, educação, orientação e recursos, que muitas vezes o adolescente não desenvolveu ou estar preparado para oferecer.

Portanto, para a redução da gravidez na adolescência, urge que o Ministério da Educação crie palestras e cartilhas ministradas por médicos, sexólogos e pisicólogos  para pais e alunos em ambientes acadêmicos, com o intuito  de espraiar informações sobre como previnir a gravidez precoce e quais consequências do não uso do preservativo, pois além de ocorrer uma gravidez indesejada pode acarretar doenças sexualmente transmissíveis. Adjunto a isso é importante orientar os reponsáveis,ensiná-los de que maneira abordar o assunto em casa e de manter o convívio de país e filhos baseado na confiança e no diálogo . Dessa maneira a realidade do adolescente atuará de maneira contrária a de Florinda