Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/11/2019
O Estado surge a partir da necessidade de garantir e assegurar os direitos naturais, como a igualdade, em seu modelo de gênese. Desse modo, ao fundamentar-se na teoria lockeana e ao analisar os elevadíssimos índices de gravidez precoce na juventude, é fato que a negligência governamental, seja na manutenção de uma educação sexual, seja na propagação de informações à respeito da prevenção de uma gestação indesejada mostram-se evidentes como impasses que necessitam de soluções urgentes.
Em primeira óptica, é válido ressaltar que o acesso restrito a programas de educação sexual nas escolas favorece a elevação dos índices de gravidez indesejada. Nesse ínterim, destaca-se uma pesquisa realizada pela Fundação Abrinq, que comprovou que cerca de 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental. Concomitante a isso, é possível relacionar que o contato com programas de prevenção à gravidez precoce - geralmente ministradas no ambiente escolar - não ocorreu, de modo a favorecer esse quadro.
À luz desse debate, é imprescindível relacionar os altos índices de gestantes juvenis com a evasão escolar. Nesta óptica, dados coletados pelo Ministério da Educação revelam que 18% de tais juvenis abandonam as escolas. Paralelo a isso, tais juvenis terão consequências drásticas, uma vez que a baixa escolaridade tangencia a desqualificação profissional, influenciando nos índices de desemprego e segregação socioeconômica.. Dito isto, o ciclo da pobreza, tal como apresentado no cenário de Vidas Secas, escrito por Graciliano Ramos, será mantido e refletido na contemporaneidade.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de solucionar a problemática supracitada.Para amenizar o quadro, cabe ao Ministério da educação (MEC), aliado aos familiares dos juvenis, atuar no âmbito educacional, por meio de aulas extracurriculares, com enfoque em uma educação sexual inclusiva e igualitária, a fim de possibilitar um maior diálogo entre a população sobre a importância da prevenção da gravidez precoce na juventude. Assim, será possível consolidar um estado que assegure igualdade à todos, tal como proposto por John Locke.