Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/10/2019
Segundo Sir Arthur Lewis, “A educação nunca foi uma despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido”. E de fato pode-se ver que o filósofo britânico está correto. É notório que o índice de gravidez em países desenvolvidos, cuja educação é bastante priorizada, é muito menor quando comparado a países subdesenvolvidos. Na América Latina encontra-se uma das maiores taxas de fecundidade na adolescência, perdendo apenas para algumas regiões pela África, Conforme dados da (UNFPA) Fundo de População das Nações Unidas. O não planejamento reprodutivo pode debilitar economias e atrapalhar o desenvolvimento de um país.
Dessa forma, a desigualdade econômica é reforçada por outras desigualdades. Grande parte das gravidezes ocasionadas nesse período são pertencentes a mães de áreas mais pobres, e sendo assim, podendo ocasionar a ausência de uma boa qualificação na hora de adentrar no mercado de trabalho, já que ficam incapacitadas por um breve período e outras acabam não conseguindo conciliar a vida de mãe com os estudos. Desta maneira, ocorrendo a falta ou a dependência de poder financeiro.
Somado à isso, vale ressaltar que não é fácil ser mãe, independente da idade. Em um mundo sexista, onde mulheres não são contratadas só pelo fato que podem vir a engravidar. Porém, quando se trata de uma garota mais nova, sem formação completa e com ausência de um emprego fixo tudo se torna mais difícil. E muitos desses jovens não tem em suas escolas ou até também conversas com seus familiares mais velhos sobre educação sexual, devido ao tabu que ronda sobre tudo isto. O que é preocupante, sabendo-se que muito iniciam sua vida sexual nesta idade
Em suma, é necessário que medidas sejam efetivadas, por intermédio do Ministério da Educação. Este que deve implementar uma medida com que faça que às escolas brasileiras sejam obrigadas a passarem aulas sobre o aprendizado da educação sexual. Assim, espalhando conhecimentos aos jovens e almejando diminuir esses alarmantes números de grávidas na adolescência.