Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/10/2019
Para o pensador francês Pierre Bourdieu “aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia não dever ser convertido em um ferramenta de manipulação”. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, posto que se tornou frequente a gravidez na adolescência e o abandono governamental para sua redução. Isso ocorre ora em função do desamparo juvenil, ora pela inação das esferas governamentais.
A priori, é imperioso destacar que a gravidez na adolescência é fruto de um desamparo civil para lidar com um assunto que ainda é considerado como “tabu” na sociedade. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada o indivíduo é exposto á uma aprendizagem errônea. Fato este, que é corroborado pelo teórico John Locke que ratifica a noção de que nascemos como uma folha em branco e adquirimos conhecimento por meio das experiências vivenciadas. A partir desse pensamento, é possível entender, que é função primordial dos pais educar as crianças, com o apoio do governo, inserindo nas escolas, maneiras adequadas de prevenção, haja vista que são influências pelo meio em que vivem.
Outrossim, é imperativo pontuar que a gravidez na adolescência, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar o estudo do IBGE que declara que de cada recém nascido que nasce, um tem os pais com idade entre 15 a 19 anos. Compreende-se, portanto, que se o governo se omite á uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. De acordo com Aristóteles, a política é utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Assim, hão de serem tomadas medidas nas esferas governamentais, a fim de liquidar o dilema.
Depreende-se, portanto, ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela educação civil - inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de educação sexual, de cunho obrigatório, além de campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance e palestras sobre o assunto nas escolas, lecionadas por agentes da saúde, para um sujeito consciente e que aja corretamente segundo as próprias escolhas. Ademais, o Governo Central deve criar programas de atendimento em hospitais para que os jovens tirem suas dúvidas com especialistas. Urge, ainda, métodos contraceptivos acessíveis, maiormente, nas classes mais baixas, através de Secretarias especializadas para o caso, com o fito de preencher a folha em branco de cada cidadão adquirindo conhecimento.