Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/10/2019
Na telenovela brasileira “Malhação”, a personagem principal, Rita enfrenta a problemática da gravidez na adolescência. Nesse sentido, Rita, com a ajuda dos seus amigos, combate o estigma da sociedade, o preconceito dos pais e falta de apoio da escola perante essa situação. Fora da ficção, é fato que milhares de jovens meninas entre 10 e 19 anos compartilham das mazelas de Rita, essas que têm como raízes não só a deficiência de educação sexual nas escolas, mas também a carência de diálogo parental acerca do tema.
Antes de tudo, é importante destacar que a negligência das escolas sobre a educação sexual dos jovens brasileiros corrobora para a problemática. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, penas 84% dos bebês nascidos em 2016 não são frutos de uma gravidez precoce, número esse menor que taxa mundial. Paralelamente, a negligência governamental juntamente com a falta de instrução dos pais vão em desencontro com a Carta Magna, que assegura ao Estado e a família o dever de educar e proteger a dignidade das adolescentes brasileiras. Assim, é dever da escola ofertar uma educação sexual com intuito de instruir os jovens sobre os riscos da gravidez na adolescência.
Ademais, o descaso parental a respeito do diálogo sexual entre pais e filhos é refletido no mau comportamento das jovens no que tange a gravidez precoce. Segundo o filósofo Freud, em “Totem e tabu”, a sociedade purificou a virgindade e mistificou o sexo fazendo com que falar sobre esses assuntos fosse violar um tabu. Desse modo, é notório, que pais vêm dificuldade em debater temas de suma importância na saúde dos filhos, por exemplo, a gravidez na adolescência. Na série televisa “Sex Education”, a título de exemplo, pais debatem com filhos sobre sexo, gravidez e doenças sexuais com naturalidade, no entanto, na realidade, esses assuntos são um muro a ser escalado na sociedade. Portanto, fazem-se urgentes medidas públicas que combatam a gravidez na adolescência. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação, responsável pela educação da sociedade crie um evento nacional nas escolas com a participação das famílias e da sociedade, por meio de parcerias com instituições privadas e influenciadores midiáticos, no intuito de instruir filhos e pais a cerca de como eliminar a gravidez precoce. Somente assim, as jovens brasileiras não compartilharam das mazelas de Rita.