Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/10/2019

Segundo relatórios do Ministério da Educação de 2016, a gravidez precoce é a principal razão para a evasão escolar. Desse modo, é crucial reduzir a recorrência de gestantes menores de idade, não só porque interfere na vida acadêmica desses adolescentes, mas também porque acarreta mudanças drásticas na perspectiva de vida dessas pessoas, o que gera um retrocesso na sociedade em geral. Sendo assim, urge a concretização de ações governamentais, na prevenção e no acolhimento, para refrear os casos de gravidez imatura.

Antes de tudo, é evidente que a prevenção de qualquer questão de saúde pública é mais econômica e descomplicada do que o processo, de tratamento ou acompanhamento, em si. Entretanto, para precaver é preciso educar. Segundo Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Nessa lógica, a política pública básica que deve ser levada em consideração é advertir os adolescentes em relação à educação sexual para que, conscientizados acerca de como evitar a gravidez, possam tomar melhores atitudes.

Convém ressaltar, ademais, que sendo uma problemática que refletirá em todos os aspectos das vidas desses jovens, o Governo Federal precisa ponderar os reflexos na sociedade que os acompanhará. No filme Simplesmente Acontece, a jovem protagonista fica grávida no seu último ano de ensino médio, o que faz com que ela desista do seu sonho de fazer faculdade. Fora da ficção, vê-se muitos jovens brasileiros que abandonam a escola porque precisarão, antecipadamente, cuidar de uma família. Nesse contexto, é importante haver medidas de amparo ao casal que assegurem a permanência escolar e o investimento em desenvolvimento pessoal, para que a sociedade desfrute, posteriormente, de profissionais qualificados.

Fica claro, portanto, que os atos que o Estado deve executar devem estar voltados para o desenvolvimento de adolescentes mais preparados e cientes de seu papel em coletividade. Diante disso, é necessário que o Ministério da Educação atue, nas escolas de ensino médio, com palestras voltadas para o tema da educação sexual, por meio de psicólogos que estejam preparados para lidar com o público jovem e o aconselhar. Além disso, é preciso que hajam bolsas e incentivos financeiros para evitar a evasão escolar e garantir que esses pais tenham esperança no futuro. Para que, assim, toda a população possa ser beneficiada com adolescentes focados no seu próprio crescimento e não de uma outra criança.