Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 29/10/2019

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto oque se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a gravidez na adolescência apresenta barreiras na qual dificultam os planos de More. Nesse sentido diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas de má estruturação familiar e conflitos psicológicos frente a  gravidez, analisar seriamente as raízes dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente é fulcral pontuar que a gravidez precoce deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil devido a falta de atuação das autoridades frente a medidas informativas á este problema, a falta de instrução nas escolas sobre o assunto é visivelmente um problema, pois muitas jovens não tem ou não procuram estas informações no meio familiar, por fatores como medo e vergonha sobre o assunto, é dever do Sistema Educacional abordar o tema de forma transparente pois muitas vezes a jovem que levará a responsabilidade gestacional não será capaz de mudar seu destino de miséria e ignorância. Desse modo faz-se mister a reformulação da grade escolar de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a estruturação familiar como promotor desse problema. Partindo desse pressuposto é essencial o aprofundamento das relações familiares entre pais e filhos, o pensamento antagônico da maioria dos pais faz com que as taxas de gravidez precoce continuem alarmantes no Brasil, de acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que quase 3 milhões de nascidos em 2016, 480 mil eram filhos de mães entre 15 e 19 anos compondo um taxa de 16% dos nascimentos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho visto que a falta de afinidade e laços familiares contribui para a perpetuação deste quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a gravidez na adolescência, necessita-se urgentemente que o Ministério da Educação e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos entre com a intervenção na grade escolar e nas aproximações intra familiares, através da elaboração de matéria didática e dinâmica  nas escolas afim de instruir jovens sobre a prevenção e doenças, e na criação de campanhas e acompanhamento familiar reforçando a transparência sobre o tema, afim de extinguir o preceito antagônico sobre a edução sexual para jovens. Desse modo atenuar-se-á , em médio e longo prazo, o impacto nocivo da gravidez precoce, e a coletividade alcançará a Utopia de More.