Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/10/2019
O filme “Juno” retrata a vida da jovem Juno Mcguff que, ao engravidar acidentalmente, enfrenta dúvidas em sua vida que se iniciam entre aceitar ou não a criança e a escolha de pais adequados para adotá-la. Fora da ficção, pode-se observar no Brasil, o negligenciamento governamental e populacional na pouca repercussão e abordagem sobre a gravidez na adolescência em escolas e na família, o que favorece a evasão escolar e a não redução dos riscos da gravidez precoce. Nesse contexto, é inegável o fato de a gravidez na adolescência decorrer da falta de educação sexual no ambiente escolar e da associação da virgindade com a sacralidade imposta na época da colonização do país.
Antes de tudo, vale apontar como iniciativas em prol do combate e conscientização da gravidez na juventude previnem infecções sexualmente transmissíveis e a gestação não planejada. Entretanto, o que se demonstra hoje é a exaltação da virgindade e inocência, advindas do cristianismo no período colonial. Naturalizando assim, a persistência do tabu, repressão sexual e a carência de informação durante relações sexuais em escolas e no núcleo familiar. Logo, verifica-se a necessidade de medidas que ampliem o debate sobre a gestação na adolescência, uso correto dos meios contraceptivos entre adolescentes e as consequências de uma gravidez não intencionada.
Ademais, é notório salientar como o contexto social e cultural origina diferentes significados sobre a gravidez. No documentário “Meninas: Gravidez na Adolescência”, a falta de informatização e maturidade, fazem com que jovens mães em seus relatos, abandonassem seus sonhos e o ambiente escolar, devido às más condições de vida e carência de assistência. Esse cenário anacrônico, portanto, favorece a propagação da pobreza, sobretudo, em comunidades e favelas. Pois, a condição de gestante impedirá a formação e ascensão social da mãe através da educação. Dessa forma, se faz necessárias políticas públicas que ofereçam programas para jovens de modo a melhor encaminharem na decisão maternal.
Ante ao exposto, o surgimento dos riscos trazidos pela gravidez mal planejada e precoce devem ser solucionados de maneira efetiva e íntegra. Para isso, o Ministério da Saúde junto de campanhas midiáticas devem promover o esclarecimento formal e informacional da sociedade brasileira a cerca das mazelas oriundas da gestação na adolescência através de transmissões, em horário nobre, de telenovelas com elenco engajado e com a participação de médicos, com o objetivo reduzir a gravidez não pretendida. Além disso, o Governo através do Ministério da Educação devem garantir investimentos em campanhas, feiras e aulas de biologia sobre os riscos e desafios da gravidez, em escolas e comunidade. Dessa forma, jovens estarão cientes sobre como se prevenir.