Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra/Tinha uma pedra no meio do caminho”. Esses versos de Carlos Dummond de Andrade, poeta modernista, podem ilustrar os obstáculos presentes na vida das pessoas. Dessa forma, surge a problemática da gravidez na adolescência, que são pedras no caminho da população, ora pela mentalidade das gestantes, ora pela falta de ações governamentais.
Mormente, de acordo com John Locke, filósofo inglês, o homem nasce como uma “folha em branco”, isto é, sem conhecimento algum, porém, escreve-a conforme adquire experiências e saberes. Seguindo esse raciocínio, é possível notar que a gravidez na adolescência se encaixa na teoria do filósofo, uma vez que se a folha não é preenchida, a mulher não possuirá discernimento suficiente sobre os impactos da gravidez precoce: problemas físicos e psicossociais. Portanto, a conscientização é o melhor caminho para atenuar esse problema.
Além disso, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o Brasil possui, aproximadamente, 50% mais nascimentos de filhos de mães jovens em relação a média mundial. Assim, o governo precisará fornecer benefícios às gestantes, como bolsas famílias, cestas básicas e remédios, que é custoso manter, haja vista que caso a prevenção da gravidez precoce seja feita, não será necessário nenhuma outra despesa. Isso aponta para a necessidade de haver ações governamentais que previnam esse tipo de acontecimento.
Dessarte, diante dos fatos supracitados, é necessário medidas para diminuir os casos de gravidez na adolescência. Isto posto, urge que o Ministério da Educação e Cultura crie, através de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas mídias que perpassem a educação sexual para atingir as mulheres mais jovens. Somente assim, será possível combater a gravidez precoce no contexto brasileiro e, ademais, retirar as pedras que estão no caminho de muitos cidadãos.