Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/10/2019

Em 1960, nos Estados Unidos da América, foi criado o primeiro anticoncepcional conhecido. Contudo, o seu uso foi mascarado até 1965, quando os informes foram disseminados. Destarte, apesar da inovação científica, o tabu acerca dos métodos contraceptivos continuou. Após anos, na esfera coetânea, a gravidez precoce é uma problemática e está pautada na falta de acesso à informação, bem como nos produtos tragos pela desigualdade social.

Nesse viés, o pensador Habermas, em seu livro “Dialética do Esclarecimento” dissertou sobre a importância do dialogismo para a resolução de problemas. Assim, a precariedade da educação sexual nas escolas, visto pouco ou nenhum debate, contribui para a desinformação dos jovens sobre a gravidez na adolescência. Além do mais, cabe relacionar a tese da socióloga Hannah Arendt sobre a “banalidade do mal”, no momento em que, a autora comenta sobre os indivíduos alienados, devido à acriticidade levando à banalização de situações, como o  problema do alto número de jovens que engravidam. Dessa forma,a falta de informação é uma das responsáveis pelos impases físicos, sociais e psicológicos, como a depressão dos jovens pais. Por conseguinte, sendo preciso a atuação dos governantes.

Ademais, de acordo com ideais aristotélicos, cabe ao Estado garantir o bem-comum. Entretanto, a omissão de representatividade política, tendo em vista a sazonidade de programas de prevenção à gravidez, principalmente, em locais precários, é preocupante. Outrossim, em consenso ao documentário “Para o dia nascer feliz” - no qual é apresente  a discrepância entre alunos de escolas públicas e privadas, é notório  a falta de perspectiva perante o futuro dos jovens de baixa renda, acentuando a gravidez como amiúde escapismo e/ou único possibilidade de vida. Logo, o segregacionismo gera o ciclo da problemática e da exclusão, como também da mortalidade juvenil, vistos os perigos da gravidez precoce, sendo preciso meios de equidade.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em harmonia com ONG’s - como responsáveis pelo desenvolvimento social e intelectual do Brasil, a criação de palestras e cartilhas de informação sobre a prevenção da gravidez na adolescência, através da participação de psicologos e representantes da saúde em uma semana escolar voltada especialmente à problemática. Assim, a atuação gerará acesso a informação e quebrará a sazonidade da mesma, criando mentes críticas e ápitas.