Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/10/2019
Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado deve, por meio de um contrato social, garantir aos indivíduos os direitos básicos, como vida e bem-estar social. No entanto, quando se observa o elevado número meninas que sofrem ao engravidar na fase pueril, percebe-se que que a ideia de Locke é refutada. Isso se deve ao fato de que o sexo ainda é um tabu, tanto na escola, como na família. Dessarte, faz-se necessário analisar as causas, como também as possíveis soluções para o impasse.
De acordo com Fundo Monetário Internacional, o Brasil é a nona maior economia do mundo, portanto, é de se esperar que ele possua uma educação eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto, visto que grande parte das jovens do país engravidam precocemente, justamente, por conta da escola não falar de forma aberta sobre a funcionalidade do processo de gravidez e nem sobre os métodos contraceptivos e suas relativas eficácias. Como consequência, tem-se diversas meninas a cargo de cuidar de crianças para as quais elas ainda não estão psicologicamente preparadas. Isto posto,uma nova abordagem das autoridades diante dese problema é imprescindível.
No mesmo sentido, é evidente que, pelo fato da sexualidade ainda ser um tabu social brasileiro, muitos pais não conversam com seus filhos sobre esse assunto. De acordo com John Maynard keynes, economista britânico, a verdadeira dificuldade não está em aceitar uma ideia nova, mas em escapar das antigas. Dessa maneira, os responsáveis permanecem presos à velha ideia de manter, o máximo possível, a inocência do filho. Conquanto, quando tal conhecimento não é passado ,anteriormente, pelos pais, a vida passa de uma forma bem pior,como pela gravidez precoce indesejada. Assim sendo, é notório que tal atitude reflete no atual quadro, em que, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada 5 bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Por conseguinte, é inadmissível que essa situação perdure.
Em suma, percebe-se que medidas são necessárias para solucionar o óbice. Por isso,para impedir a persistência do alto índice de gravidez infantojuvenil, é preciso que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, promova aulas sobre ciclo menstrual feminino e sobre métodos contraceptivos, com o conteúdo mais aprofundado, com o fito de formar adolescentes conscientes das consequências de seus atos, preparando-os para uma adesão segura ao mundo sexual. Ademais, é dever deles, ainda,desenvolver palestras destinadas aos responsáveis dos alunos,que visem sensibiliza-los sobre a importância da discussão familiar de um assunto tão importante e os benefícios que tal atitude trará. Espera-se, com essas ações, a diminuição do número de jovens gravidas e, além disso, a concretização das ideias de Locke.