Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/10/2019

O filme Juno, lançado em 2007, relata a história de uma adolescente que com apenas 16 anos descobre que está grávida de seu amigo. Para além da ficção, a problemática tangente a gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil. Nesse sentido, frente a provectos fatores histórico-sociais e insuficiências governamentais é cabível analisar a situação e estabelecer medidas para a resolução do impasse.

A priori, é imperioso destacar que o Concílio de Trento realizado durante a contrarreforma católica no século XVI, trouxe uma série de mecanismos coercitivos que aumentaram a repressão sexual, como por exemplo, a utilização da confissão como forma de restringir o assunto sexo ao confessionário. Desse modo, os dogmas católicos amplamente difundidos no Brasil colonial, possibilitaram que ao longo da historiografia, a visão do sexo fosse moldada como um “tabu”. Assim, a falta de diálogo entre pais e filhos sobre esse tema demonstra a influência religiosa e auxilia no aumento da carência de conhecimento por parte dos jovens.

Outrossim, é imperativo pontuar que o deficitário sistema educacional maximiza o quadro vigente. Segundo o filósofo Immanuel Kant “o homem é aquilo que a educação faz dele”; depreende-se, portanto, a importância do processo educativo na vida dos cidadãos. Nesse contexto, a ausência de aulas nas salas escolares com temáticas sobre sexualidade, sexo seguro e planejamento familiar incidem diretamente nesses adolescentes que realizam a atividade sexual precocemente e sem a devida informação, ocasionando a gravidez indesejada.

Portanto, percebe-se que a gestação em adolescentes é um problema no Brasil. Por isso, é mister que os Ministérios da Saúde e da Educação promovam palestras em instituições públicas e privadas de ensino por meio de psicólogos, sexólogos e ginecologistas, buscando incorporar diversos aspectos quanto a gravidez precoce, tais como a perspectiva de futuro dos jovens quanto a constituição de uma família, métodos contraceptivos e a prevenção referente às IST’s (infecções sexualmente transmissíveis) afim de abrir o diálogo com o público mais jovem e expandir o acesso a informação. Dessa maneira, será possível a redução dos índices de gravidez em menores de idade.