Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/10/2019

Gravidez na adolescência: quantas preciosas há no Brasil?

A taxa de natalidade no Brasil têm diminuído. Porém os índices de gravidez na adolescência são altos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada cinco grávidas tem entre 15 e 19 anos. Desse modo, uma vez que, a gravidez antes da vida adulta pode trazer grandes impactos negativos na saúde, estudos e perspectiva de vida das brasileiras, o problema se configura como uma questão de saúde pública que deve ser resolvido com ações integrativas.

É válido considerar, de início, o filme Preciosa. Nele, a protagonista é uma adolescente gestante que sofre preconceito, tem um rendimento acadêmico insatisfatório e poucas perspectivas de melhoria de vida. Logo, o cenário da ficção assim como a realidade de não se debater sobre sexo e prevenção vão de encontro ao que Foucault chamou de temas silenciados. Esse são ignorados e se agravam por isso.

Ademais, segundo a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), a mortalidade materna é umas das principais causas de morte entre as meninas de 15 19 anos. Além disso, é necessário ponderar que grande parte das grávidas nessa faixa etária param de estudar e segundo o Senado, o norte e nordeste são a regiões com maiores taxas de gravidez entre as jovens, o que mostra que a renda, escolaridade e local de habitação tem considerável influência no comportamento da juventude.

Em virtude dos fatos expostos, o Governo Federal deve criar a Tríade da Prevenção da Gravidez na Adolescência. Essa medida unirá o Estado com as famílias e a sociedade para a promoção de saúde integral dos jovens. Desse modo, a prevenção gestacional e o sexo seguro devem ser debatidos nas escolas, os professores precisam orientar os alunos sobre o assunto com aulas, filmes e palestras. Além do mais, os responsáveis precisarão ser orientados à dar continuidade ao assunto em casa. Também é necessário a veiculação de campanhas na mídia e internet. Logo, youtubers serão contratados pelo estado para falarem sobre precauções no ato sexual e alcançar os cidadãos com seus vídeos.

É necessário, ainda, que as escolas tenham caixas com preservativos em seus banheiros para que os estudantes sexualmente ativos possam pegar o contraceptivo sem receio de julgamentos. E, por último, as instituições de ensino devem dar suporte as alunas gestantes, com a oferta de aulas de reforço e a criação de berçários para que as mesmas possam deixar seus filhos e frequentar as aulas. Com isso, espera-se que com a execução de tais intervenções a gravidez na adolescência diminua em território nacional e que as cidadãs brasileiras tenham perspectivas de vida melhores que a personagem fictícia Preciosa.