Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/10/2019
Na visão de Léon Blum, “Toda a sociedade que pretende assegurar a liberdade aos homens deve começar por garantir-lhes a existência.” Em vista disso, pode-se citar o artigo 227 da Constituição Brasileira, que assegura integralmente: “O direito à vida, à educação e à profissionalização de crianças e adolescentes”. Entretanto, para que tais direitos sejam garantidos, é fundamental que seja debatido a respeito da problemática presente em nossa sociedade: a gravidez na adolescência, promovida pelas desigualdades econômicas e a falta de educação sexual; que impedem a efetivação das leis constitucionais.
Primeiramente, é necessário compreender que paralelamente ligado as escolhas das mulheres modernas, está a esfera social em que estão inseridas. Assim, um país com desigualdades econômicas contribui para que o número de adolescentes grávidas cresça; afinal com baixo acesso a escolaridade, muitas meninas pobres não completam o ensino médio,o que lhes impede de criar uma perspectiva de futuro e ascensão social; além de possuírem pouco acesso a métodos contraceptivos regulares. Portanto, a única função social que o ambiente as permite desempenhar, é a de mãe.
Outra divergência existente é a falta de educação sexual na adolescência. Apesar do Brasil ter uma ampla legislação, garantindo a prevenção da gravidez na puberdade, a orientação das práticas sexuais ainda é considerada um tabu. Entretanto, para que a sexualidade seja exercida igualmente, é preciso que pais e escola falem sobre sexo. É imprescindível orientar os jovens a respeito dos métodos contraceptivos, das infecções sexualmente transmissíveis e principalmente, informar os adolescentes para que conheçam o próprio corpo. Afinal, a omissão dessas informações vulnerabiliza garotas, que podem ser vitimas de situações traumáticas, como abusos ou uma gravidez precoce.
Infere-se, portanto, a necessidade de reduzir a gestação na adolescência através de ações governamentais e medidas sociais. O governo deve promover políticas públicas de amparo as famílias carentes através dos projetos existentes, além de assegurar emprego, estabilidade e principalmente que os adolescentes tenham acesso e frequentem a escola. O ministério da saúde, além da distribuição de preservativos, pode disponibilizar, através dos postos de saúde, contraceptivos orais regulares e acompanhamento ginecológico gratuito; para que assim, a prevenção seja efetiva e chegue a todos. Também é possível que as escolas disponibilizem palestras para pais e alunos, orientando a respeito da educação sexual; promovendo assim, o conhecimento necessário para que os pais orientem seus filhos e a adolescência seja apenas uma fase de transição: como conceitualiza o dicionário.