Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 05/11/2019
Na época do Renascimento, houve a propagação das artes no meio social, contudo a maioria detentora desse conhecimento artístico eram os mecenas, antigos burgueses e possuidores de capital. Ao transcender a história, no Brasil hodierno, mota-se a fragilidade da propagação de acesso as várias formas de conhecimentos artísticos, principalmente, no que tange a democratização do acesso ao cinema no país. Sob essa ótica, o capitalismo segregador bem como a falta de ação pública incentivadora são fatores que sustentam esse quadro de desigualdades.
Em primeira análise, cabe pontuar a existência do desproporcional acesso ao ambiente cinematográfico devido a segregação existente no meio social. Isso porque as desigualdades econômicas perduram de modo a convergir para núcleos de entretenimento fechados, o que constitui como barreira para a massa populacional estar inserida, já que o cinema não possui o papel apenas de entreter, ele vai além quando faz o indivíduo refletir sobre o mundo ao seu redor. Dessa forma, a prepoderância de limitações ao acesso desse tipo de cultura surge como um tipo de violência simbólica para com aquele que fica à margem cultural - como abordou o exímio sociólogo Pierre Bordieu - na medida em que o indivíduo se sentiria excluído.
Ademais, é relevante analisar a importância e a necessidade de políticas públicas para inserir e democratizar o acesso ao cinema. Nesse viés, é válido ressaltar que é um direito social conforme o artigo 6 da Constituição Federal, o direito ao lazer deve ser posto em prática e garantido, por isso o Estado precisa atuar e investir em políticas que incentivem o usufruir desse direito. Tal contexto, expõe o que abordou o consagrado filófoso Rousseau, ao definir que há um contrato social, e esse deve ser zelado por meio da ação estatal. Desse maneira, a igualdade de direitos e a dignidade social são indispensáveis para a mudança desse cenário.
Fica claro, portanto, que é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Cultura, junto a empresas público privadas, criar um Plano Nacional, que vise a democratização do acesso ao cinema. Tal projeto deve ser instrumentalizado mediante redução nos preços dos ingressos em alguns horários e datas específicas, como feriados e finais de semana, a fim de aumentar o número de pessoas a esse acesso cultural. Além disso, a escola, como formadora de opinião, deve formar projetos que valorizem as artes, aludindo a história do cinema, sua importância antigamente e sua importância hoje, isso será feito por meio de apresentações em sala de aula e rodas de conversa. Certamente, caso essas medidas sejam colocadas em prática a realidade brasileira será diferente da renascentista.