Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/10/2019

No documentário “Meninas: gravidez na adolescência” fala, em síntese, sobre quatro meninas que moram em comunidades do Rio de Janeiro que estão grávidas, o filme mostra o processo de gestação, dificuldades e preconceitos que as mesmas enfrentam. Em adição, a gravidez precoce no Brasil é preocupante pois evidencia um descaso governamental sobre o assunto e os fatores que levam esse alto índice não só é por falta de políticas educacionais, como também, pelo acesso restrito a contraceptivos.

Primeiramente, dados divulgados pela ONU ( Organização das Nações Unidas) apresenta que 15% dos adolescentes engravidam na America Latina. Contudo, a cultura está diretamente relacionada a isso, pois o  Brasil e outros países da América Latina são sociedades de origem cristã, onde o sexo é visto como algo que não se deve ser discutido e apesar de o Estado ser laico nos dias atuais esse sentimento ainda permanece. Porquanto, esse tabu contra o sexo faz com que as famílias desses jovens não conversem sobre o assunto cabendo apenas a escola a conscientizar. No entanto, não é hábil e nem democrático pois inúmeros jovens pelo país, principalmente em zonas rurais e periferia, não tem um acesso adequado a educação e isso dificulta ainda mais o processo da conscientização desses jovens que iniciam a vida sexual muito cedo e, também para a prevenção de abusos.

Ainda que, alguns jovens tenham acesso ao ensino sexual nas escolas eles enfrentam um outro obstáculo que é o acesso á contraceptivos nos postos públicos de saúde que não são distribuídos democraticamente pelo Brasil. Por conseguinte, não é utilizado pelos adolescentes em questão, o mito de que a camisinha “atrapalha”, “aperta o pênis” também contribui para não utilização. Evidentemente, por essas razões há uma gravidez precoce que muda completamente a vida desses adolescentes, principalmente a da menina, que é vista com más olhares pela sociedade e até pela própria família. Em virtude disso, e por estarem abaladas psicologicamente muitas se submetem a abortos clandestinos colocando sua vida risco, entretanto, as jovens que têm o bebê largam a escola e ao longo prazo não irá está qualificada para o mercado de trabalho perpetuando o ciclo da pobreza.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, o Governo Federal deve criar campanhas publicitárias através das mídias de comunicação visando quebrar o tabu e incentivar a conversa. Além disso, fazer uma distribuição adequada de preservativos em todo o Brasil, principalmente nas áreas rurais e periferias onde os casos de gravidez na adolescência é recorrente. Para concluir, melhorar o ensino público para que todos os jovens tenham acesso à educação.