Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/10/2019
Segundo a teoria de ‘‘Habitus’’, do sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade impõem padrões que são reproduzidos e naturalizados pelo o indivíduo. Nessa perspectiva, tal pensamento faz alusão ao cenário hodierno, uma vez que gravidez na adolescência apresenta barreiras. Nesse contexto, deve-se analisar como evasão escolar e a falta de orientação sexual nas escolas influenciam tal problemática.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a evasão escolar deriva da baixa atuação dos setores públicos, no que tange a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. No livro ‘‘Grávida aos 14 anos’’, escrito por Guila Azevedo, retrata a história de um personagem chamada Ana que após engravidar aos 14 anos precisa lidar com as críticas e o olhar dos seus colegas na escola. No entanto, observa-se que o livro retrata a realidade de muitas adolescente, logo, estas por vergonha saem da escola e muitas vezes não retornam para concluir os estudos.
Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de educação sexual nas escolas. Isso acontece porque, a mentalidade retrógrada de algumas pessoas ainda é um entrave, haja vista que o tabu se faz enraizada na sociedade, dessa forma a falta de conhecimento gera dúvidas. De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde,cerca de 574 mil crianças nascidas vivas são de mães entre 10 e 19 anos. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Assim, medidas factíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Para que isso ocorra, o Ministério Público, em parceria com o Ministério da Educação, devem capacitar agente especializados como psicólogos, para promover palestras nas escolas tanto para crianças quanto para os adolescente, a fim de promover uma aula sobre orientação sexual de modo que, as dúvidas destes sejam respondidas. Dessa maneira, espera-se gerar uma redução nos índices de gravidez na adolescência.