Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/10/2019

Ter filhos é uma escolha que carece uma boa estruturação tanto financeira quanto familiar e psicológica. Se para adultos estabelecidos já é difícil, imagine para adolescentes em idade escolar. No filme “Juno” de 2007, vemos o drama de uma adolescente que engravida aos 16 anos, e mesmo tendo o apoio de sua família, e opções como a de ter ou não seu bebê, ainda sofre com preconceitos e escolhas que vão além da sua idade e maturidade emocional.

A maioria dos casos de gravidez precoce se dá de forma acidental, em jovens de baixa renda, de periferias e ainda no início da escolaridade. São jovens, que, ao contrário de Juno, se vêem obrigadas a seguir com a gestação, muitas vezes indesejada, e a tomarem decisões que vão decidir o seu futuro e o da criança, sem planejamento, redes de apoio familiar e assistência sociais.

Sexualidade e sexo entre adolescentes ainda é um tema pouco abordado, que não é discutido da forma como deveria, seja por vergonha ou por medo de que essa conversa apenas estimule a vontade de ter relações sexuais mais cedo. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, ou uma situação, e nesse caso, a educação sexual é imprescindível para colocar esse assunto em pauta, a fim de informar não apenas sobre métodos contraceptivos, mas questões como prazer momentâneo, pressão social, limites e consensualidade.

Logo, medidas estratégicas são fundamentais para alterar esse cenário. É necessária a criação e incentivo a projetos que integrem o MEC, o Ministério da Cultura e as famílias e comunidades, para que, através de palestras, entrevistas com especialistas no assunto e “vítimas”, parcerias com figuras midiáticas e campanhas veiculadas em redes sociais, o debate em cima do tema seja normalizado e praticado tanto dentro da escola quanto em casa.