Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/11/2019

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento da gravidez na adolescência apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso do governo quanto a má estrutura familiar. Diante disso, torna-se fundamental e discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade

Antes de tudo, é fulcral pontuar que tal problemática, deriva da baixa atuação do setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cada 5 bebês que nascem, 1 tem a mãe entre 15 e 19 anos de idade, é dever do estado trazer a tona a importância do combate dessa questão.  Desse modo, torna-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente

Ademais, é imperativo ressaltar que a má estrutura familiar se faz promotor desse problema. O apoio dos pais se torna essencial para que a gestação ocorra de forma saudável e oriente a adolescente quanto às perspectivas futuras, seus novos deveres e novas responsabilidades. Contrariamente, quando a gestante não possui vínculos afetivos que instruam a maneira certa de agir, por conseguinte esse fator pode ocasionar em conflitos familiares, crise de identidade por amadurecimento precoce e até mesmo evasão escolar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, visto que, quando a gravidez é encarada como problema na família se faz contribuinte para esse caso deletério

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde será revertido em campanhas e ações, através de oficinas lúdicas e medidas assistencialistas que auxiliem na relação entre pais e filhas que são gestantes na adolescência, tornando mais fácil o entendimento e conciliamento do vinculo dos mesmos, seguidamente, é necessário garantir para a adolescente um acompanhamento médico por profissionais capacitados, que tenham como finalidade orientá-la e tornar mais fácil a aceitação de sua gravidez, em suma, auxiliando na consciência de seu novo papel social.