Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/11/2019
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2015, a maioria das adolescentes grávidas são de baixa renda e negras. Diante disso, é perceptível que a desigualdade social, bem como a falta de escolaridade e educação sexual são preponderantes na adversidade. Logo, a gravidez na adolescência trata - se de um problema de esferas sociais no Brasil.
Primeiramente, cabe mencionar que adolescentes pobres não apresentam poder aquisitivo para comprarem métodos contraceptivos. Nessa situação, elas têm conhecimento da necessidade de prevenção, porém o Ministério da Saúde não disponibiliza em unidades de saúde grandes quantidades de anticoncepcionais, o que resulta em atividades sexuais sem à devida proteção. Por conseguinte, a privação do poder público em relação à problemática é uma das principais causas da adversidade.
Ademais, moças com altos níveis de estudo focam em ter estabilidade financeira, viajar, bem como são ensinadas desde cedo as formas de prevenções sexuais pelas famílias. Assim sendo, a gravidez para as garotas de classes sociais elevadas é uma escolha, ao contrário das jovens de classes baixas, que não têm perspectiva de inserção no mercado de trabalho e educação sexual. Nesse sentido, pouca escolaridade e ausência de informação são responsáveis pela gravidez precoce.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Poder Legislativo deve criar um projeto de lei que disponibilize cerca de cem mil anticoncepcionais para cada unidade de saúde do país, bem como televisões e rádios colocarem diariamente propagandas que informem a importância do equilíbrio financeiro e de atividades sexuais protegidas para a população. Dessa forma, garotas pobres conseguirão se prevenirem sexualmente e estarão conhecedoras da relevância da prevenção. Só assim, o Brasil será um país que garante proteção sexual às adolescentes.