Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/11/2019

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil apresenta cerca de quinhentos mil casos de gravidez na adolescência por ano, entre meninas de 10 a 19 anos. Por conseguinte, visto que o Brasil é um país de origem cristã, o assunto ainda é visto como tabu na nação. Dessa forma, devido ao silenciamento social em relação à maternidade precoce, a falta de informação, somada à negligência estatal, têm contribuído para o avanço dessa mazela.

Em primeiro lugar, cabe apontar como uma das causas dessa problemática dessa problemática a cultura da sexualização infantil vivida no país em que, meninas, desde muito novas, já são vistas como mulheres “maduras”, com a justificativa do mais rápido desenvolvimento do corpo. Sob essa ótica, a população mirim tem sua infância perdida, envolvendo-se ainda na fase infanto-juvenil em relacionamentos amorosos do qual, em grande parte, devido à inocência e falta de instrução, dão origem à gravidezes indesejadas.

Outrossim, vale mencionar o risco de evasão escolar entre gestantes, pois, muitas vezes, são discriminadas pelo sua condição  ao frequentar a instituição de ensino. Logo, a escola passa a ser uma opção inviável para essas mães, levando-as a abandonar a escola. Devido a isso, a falta de escolaridade contribui para a dificuldade na ingressão no mercado de trabalho e perpetua-se  a situação de pobreza de diversas famílias.

Em vista dos fatos mencionados, para mitigar essa problemática de saúde pública é necessário que o Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), inclua na grande escolar a matéria “Educação Sexual” e promova, anualmente, palestras ministradas por psicólogos e sexólogos para pais e alunos nas escolas. Ademais, cabe à mídia, junto ao MS promover campanhas televisivas visando a prevenção da gravidez na adolescência. Destarte, a população infanto-juvenil e adulta passará a ser devidamente instruída e as crianças poderão gozar de uma infância saudável e plena.