Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/11/2019
No Brasil, a gravidez precoce tem se tornado um grande problema de saúde pública, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a cada 5 mulheres grávidas uma é adolescente. Nesse contexto, a falta de educação sexual nas escolas e em casa em é um fator determinante para o problema, que por vezes faz com que as adolescentes abandonem a escola.
Cabe ressaltar a princípio, que os adolescentes têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo e a falta de informações sobre contraceptivos é um desfalque determinante para a gravidez precoce. Diante disso, segundo o Ministério da Saúde a gestação entre adolescentes diminui conforme aumenta a escolaridade das jovens, assim a educação é de suma importância para que os jovens compreendam as responsabilidades em torno da vida sexual ativa. Além disso, a desestruturação familiar corrobora para a desorientação dos jovens perante os assuntos que envolvem a sexualidade, potencializando a recorrência dos casos de gravidez precoce e indesejada.
É importante considerar, que a evasão escolar é uma das consequências da gravidez na adolescência, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 76% das jovens que engravidam abandonam a escola, logo a não conclusão do ensino médio e a falta de qualificação profissional proporciona dificuldades de ingressar no mercado de trabalho. Assim, os pais precoces estão expostos a vulnerabilidade econômica e exclusão social.
Portanto, nota-se a necessidade do Ministério da Educação inserir na grade curricular do Ensino Médio aulas e palestras ministradas pelos professores para os pais e os alunos, a fim de levantar a discussão sobre sexualidade disseminando informações e fomentando a conversa em casa dos pais com os alunos, para que assim seja possivel orientar os jovens de suas responsabilidades sobre a vida sexual ativa e assim possa diminuir os indices de gravidez precoce no país.