Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/11/2019
O principal entrave do desenvolvimento psicologico e causa das mortes dos jovens brasileiros.
As ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência é um assunto em crescente pauta no Brasil do século XXI. Essa questão da gravidez é diretamente relacionada com as medidas tomadas pelo Estado para diminuição, visto que a falta desse investimento e aumento do problema pode resultar em problemas psicológicos para a gestante. Ademais, outro impacto é o alto risco de morte decorrente dessa problemática.
A priori, nota-se que o principal problema relacionado a esse tema são os entraves para o desenvolvimento psicológico dessa adolescente. Esse fato é observado parafraseando o que disse Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), numa entrevista ao site da emissora de TV Globo, afirmando que a gravidez nessa idade pode trazer problemas psicossociais. Além disso, a ONG britânica Save the Children afirmou em uma entrevista à BBC que a gravidez é a maior causa de morte de adolescentes no mundo.
Outrossim, há também a gravidez de alto risco que também provém dessa falta de investimento. Essa afirmação é vista de acordo com a pediatra Evelyn Eisenstein, membro do Departamento Científico de Adolescência da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), numa entrevista ao site da Rede Record, que o corpo dessas jovens não estão devidamente desenvolvidos, podendo ocasionar uma série de complicações, pois há a competição do corpo da jovem com o corpo da criança pelos nutrientes. Ademais, também é afirmado pela ginecologista Ana Carolina Ferreira, membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, nessa mesma entrevista, que o útero dessa jovem não está totalmente desenvolvido, podendo ocasionar sua morte.
Em suma, pode-se afirmar que as ações governamentais perante a essa situação não são feitas em um número adequado e os principais impactos disso são os entraves psicológicos que são consequência dessa situação e o aumento de mortes dessas jovens. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo em conjunto com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação a implantação de educação sexual nas escolas, por meio de uma lei, a qual obrigará essas instituições a terem aulas sobre prevenção durante relações sexuais, risco de doenças, gravidez na adolescência e conscientização sobre o que fazer em casos de abuso sexual com base em dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. Essa medida terá como efeito a conscientização dos jovens sobre o ato sexual e como não engravidar durante a adolescência, apresentando também os riscos que essa questão pode acarretar, solucionando o problema gradativamente.