Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/11/2019
A gravidez na adolescência é algo preocupante e delicado tanto para os jovens quanto para seus responsáveis. Causado pelo uso inadequado de contraceptivos e falta de instrução sexual familiar, resultando em problemas de saúde e escolhas drásticas das vítimas. Nessa perspectiva, é primordial tratar do assunto com atenção voltada para a conscientização, tendo como base as consequências de tal tabu.
O primeiro aspecto que deve ser considerado diz respeito à falta de instrução familiar, à falta de planejamento e do uso de preservativos de modo correto. Diante disso, evidencia-se que pelo fato de serem adolescentes, acabam tendo relações sem futuro planejado para si e para a criança, que por sua vez acabou sendo gerada, e muitas vezes de forma indesejada. Tudo isso pelo tabu existente entre as famílias sobre isso. Tem-se como exemplo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) que mostrou que as mulheres estão começando sua vida sexual cada vez mais cedo. Em 2006, 33% das moças até 15 anos já haviam tido relações sexuais (triplo do percentual de 1996).
Outro ponto fundamental refere-se às complicações na gestação e no parto devido à insuficiência de estrutura necessária para ambos. Como exemplo se tem uma explicação da OMS (Organização Mundial da Saúde): “Quanto mais jovem é a mãe, maior é o risco. As taxas de nascimentos prematuros, pouco peso ao nascer e asfixia do bebê são maiores entre os filhos das adolescentes. Todas estas condições aumentam a probabilidade de morte e de futuros problemas de saúde para o bebê”. Outrossim condiz com o fato de que por questões financeiras e despreparo, as adolescentes optam pela realização do aborto, além disso acabam por abandonar a escola.
Torna-se evidente, portanto, que a gravidez sem planejamento na adolescência ainda é um problema no Brasil. Para que isso mude, deve haver primeiramente e principalmente a orientação e apoio dos responsáveis. Além disso, é preciso que o governo conceba estabelecimentos (tendo partilha por parte de escolas e de agências de publicidade) com presença de psicólogos e pedagogos e dinâmica na abordagem de assuntos direcionados apenas a adolescentes (como exemplo a Gravidez na Adolescência). Assim tendo a intenção de conscientizar a população jovem abolindo o tabu.