Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/11/2019
No ano de 2018, a rede de TV Globo, lançou a novela Malhação: Viva a Diferença, nessa, em alguns episódios retrata Keyla, uma jovem que engravida em uma de suas relações com Deco, durante o início de sua gravidez obteve apoio e acolhimento do hospital, no entanto, ao receber alta não queria sair do local, pois reconhecia que não seria acolhida pela sua família, e nem pela sociedade. Sendo assim, assemelha-se com o cenário das atuais jovens brasileiras, que como Keyla, não possuem auxílio, gerando diversos problemas para ela e para o bebê, logo, é evidente a necessidade do governo de realizar ações a fim de ajudas essas garotas.
Inicialmente, segundo a Organização Mundial da Saúde, apesar dos índices de gravidez na adolescência estarem diminuindo, o Brasil ainda está acima da média dos países latino-americanos. Esses números, não implicam apenas em problemas para o bebê, como riscos de abandono ou viver em precárias condições, mas também possui efeitos negativos na vida da mãe, que acaba por ser excluída socialmente, além de passar por problemas de saúde e psicológicos, inclusive pela falta de apoio de seus familiares.
Ademais, os riscos de gravidez precoce são mais comuns na população com baixa renda e escolaridade, já que não possuem acesso ao conhecimento a respeito dos riscos e de como se prevenir. Portanto, assim como a personagem Keyla, a fuga da realidade é constante, fazendo com que elas tomem medidas erradas, como um aborto clandestino, ou até abandono parental, para que assim não sofram as mazelas de cuidar de um filho indesejado. No entanto, tais medidas apresentam altos riscos, como a morte ou infertilidade da mãe, e exclusão social e fome da criança, consecutivamente.
Assim, conclui-se que o Brasil é um país que não possui estrutura para auxiliar as meninas que engravidam na adolescência, fazendo com que os problemas socioeconômicos atinjam negativamente a vida dessas jovens. Dessa forma, por conta dos diversos casos, o Poder Legislativo juntamento com o Ministério da Saúde e a OMS, deveriam legalizar o aborto, através de leis que visam a saúde da população podendo realizar o procedimento no SUS, sem que prejudique economicamente as adolescentes, para que assim, os casos de gravidez indesejadas diminuam.