Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 19/11/2019
O livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, retrata as problemáticas oriundas da formação brasileira, como a falta de ações governamentais para combater questões sociais. Por conseguinte, no atual Brasil, há desafios no que tange à redução da gravidez na adolescência, haja vista a transgressão histórica. Outrossim, a negligência governamental e a orientação familiar precisam estar em pauta.
Primordialmente, é notável que o termo “gravidez na adolescência” abrange a gestação de meninas de 15 à 19 anos, idade em que as jovens não estão preparadas para ter um bebê, tendo em mente o despreparo corporal, social, psicológico e econômico. No entanto, de cada cinco bebês que nascem, um é de mãe adolescente, de acordo com dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dentre as causas para esse índice, está a negligência governamental que falha em garantir um Estado de Bem-estar, isto é, um governo que crie projetos a fim de reduzir a gravidez precoce.
Além disso, a pouca orientação familiar também intensifica a gestação em jovens, já que com o intuito de não estimular a prática sexual, os pais deixam os filhos alienados sobre o assunto. Conforme Immanuel Kant, filósofo prussiano, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Sob esse viés, a falta de educação sexual catalisa a gravidez precoce por conta do escasso conhecimento sobre os métodos de prevenção. Consequentemente, a gestação na adolescência é uma realidade vigente intensificada pela banalização governamental e familiar.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias. O Ministério da Cidadania, por seu caráter solucionador, deve criar um projeto chamado “Bem-estar na gestação”, o qual ocorra em centros comunitários. Esse projeto visa a orientar os pais, com profissionais da saúde e da educação, sobre como conscientizar os filhos das práticas sexuais. Por meio da ação estatal e adesão populacional é possível reduzir a gravidez precoce. Assim, alcançar-se-á um Brasil que combata as suas “raízes”.