Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 04/12/2019
Os altos índices de gravidez das adolescentes brasileiras denotam uma falha grave na estrutura de formação dos jovens. Atitudes incalculadas, sensações equívocas de controle total e desconhecimentos salientam-se entre a juventude, ávida por novas experiências e por constantes explorações.
A gravidez precoce e indesejada cria barreiras perceptíveis às pessoas ainda em processo de formação. O abandono da vida social, a alta responsabilidade imposta e o abandono dos estudos invertem lógicas naturais em razão dos novos deveres cotidianos. Aceitações de realidades brutas, como a entrada precoce no mercado de trabalho ou a união com parceiros também jovens e imaturos, arruínam o psicológico dos envolvidos.
Algumas meninas desesperadas optam, entretanto, por métodos não convencionais, como clínicas clandestinas de aborto, em virtude da incapacidade de aceitação da nova realidade. Outras, transferem aos pais ou aos parentes mais próximos os cuidados necessários da criação dos filhos de modo negligente e egoísta. O permanente sentimento de culpa marca, negativamente, a vida dessas garotas.
Caso houvesse intensas campanhas governamentais de educação sexual, os jovens vivenciariam, pois, realidades despercebidas com o intuito da prevenção consciente. Familiares, meios de comunicação e ambientes escolares necessitam também de maiores espaços de debates e orientações de maneira direta e eficaz. A evolução do ser humano depende do diálogo aberto para o profundo conhecimento e absorção.
Somente com diretas transmissões de realidades vivenciadas, a apreensão e a sensibilização, pelos jovens, efetivarão melhorias reducionais de gravidez precoce. Cenários antes desconhecidos e negligenciados participarão ativamente da formação de pessoas mais dinâmicas e engajadas no processo de transformação da sociedade.