Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 04/12/2019
Apesar de, no Brasil, os números de casos de gravidez na adolescência terem apresentado uma redução, ainda se encontram acima da média mundial, mostrando a necessidade de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela insuficiência de políticas públicas nas áreas social e da saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, esse problema prevalece em famílias de baixa renda e diminui conforme aumenta a escolaridade das jovens. Diante disso, temos que a dificuldade em romper o ciclo de pobreza aumenta, pois muitas delas acabam abandonando os estudos e sequer conseguem entrar no mercado de trabalho por não conseguirem conchavar as duas responsabilidades. Além disso, elas se encontram em uma idade de transição entre a fase infantil e a adulta, resultando na falta de maturidade para enfrentar essa situação.
Outrossim, há vários riscos de uma gravidez precoce para a saúde, dentre eles, podemos citar o parto prematuro, o desenvolvimento de hipertensão arterial e a má formação fetal. Ademais, ainda pela falta de maturidade, os riscos de se desenvolver depressão pós-parto e rejeição ao bebê aumentam, trazendo transtornos psicológicos pesados demais para essas jovens suportarem.
Portanto, as ações governamentais para a redução de gravidez na adolescência são urgentes. Para isso, temos que as Secretarias de Ação Social dos Municípios devem realizar campanhas nas escolas, principalmente nas periferias, por meio de palestras e rodas de conversa, para informar a todos aos jovens sobre os impactos sociais advindos desse problema. Também é necessário que as Secretarias de Saúde participem desse momento com o enfoque de prevenir os males relacionados à saúde e ao bem estar das jovens. Desse modo, tais pessoas poderão planejar o momento adequado para as suas gestações.