Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/12/2019
Infelizmente, a gravidez na adolescência é um problema enfrentado por todo o mundo. Porém, no Brasil, embora tenha sido reduzido em 17% nos últimos dez anos, o índice de gestantes entre 15 e 19 anos no segue alarmante e atinge uma média maior do que a mundial, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Certamente, essa alta taxa ocorre, principalmente, devido à restrição do acesso à informação fornecida aos adolescentes somada à deficiência no sistema público de saúde no País.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a importância da educação sexual para a prevenção da gravidez de adolescentes no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, MS, esse tipo de educação é essencial para, além de prevenir doenças transmitidas pelo sexo, reduzir a taxa de gravidez precoce. Além disso, dados do MS apontam que a taxa de mães adolescentes diminui ao passo que o nível de escolaridade aumenta e, nessa perspectiva, as jovens pertencentes às classes baixas se tornam mais suscetíveis à gravidez.
Nesse contexto, vale, também, ressaltar que a escassez dos serviços de saúde fornecidos à população brasileira exerce influência direta sobre a taxa de adolescentes gestantes no País. Decerto, a carência de materiais, bem como preservativos, e de profissionais para atendimento, principalmente, psicológico no Sistema Único de Saúde, SUS, contribuem para essa alta taxa. Isso pode ser percebido, visto que as maiores taxas de mães adolescentes no País ocorrem nas áreas rurais ou periféricas e, majoritariamente, nas regiões Norte e Nordeste, onde há, segundo o IBGE, as menores taxas de qualidade de serviços de saúde do Brasil.
Em síntese, a deficiência no sistema nacional de ensino, caracterizada pela falta de informações fornecidas aos alunos, somada à carência do sistema público de saúde, assinalada pela falta de instrumentos e profissionais, são grandes propulsores da gravidez adolescente no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, MEC, por meio de palestras e aulas sobre educação sexual, orientar os jovens em relação à atividade sexual, bem como sua prevenção e possíveis consequências, a fim de prevenir doenças por ela adquiridas e gravidez precoce. Ademais, cabe ao MS, por intermédio de investimento público, fornecer aos hospitais materiais e profissionais qualificados para o atendimento à população, com o intuito de melhorar a qualidade do SUS. Dessa forma, espera-se reduzir o atual índice de gestação precoce no Brasil.