Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/12/2019

Na série Sex Education, a estudante Meave, de 17 anos, engravida de um de seus colegas. Apesar de ser uma obra fictícia, a gravidez na adolescência é um grande problema no Brasil. Esse cenário é fruto da falta de educação sexual entre os jovens, que pode levar a problemas psicológicos, financeiros e educacionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de mobilizar os setores públicos e resolver essa problemática.

Primeiramente, é importante pontuar que a principal causa da gravidez na adolescência é a falta de educação sexual nas escolas e na família. A falta de diálogo com os jovens dificulta seu processo de conscientização no que tange não somente à gravidez precoce, mas também às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Ademais, de acordo com o Ministério da Saúde, sete em cada dez adolescentes gravidas sofreram algum tipo de violência sexual na própria família, que poderiam ter sido identificadas rapidamente com o auxílio das aulas sobre educação sexual.

Como consequência disso, as adolescentes que engravidam, muitas vezes, não conseguem conciliar a gravidez com os estudos, aumentando os índices de evasão escolar no país, além de terem dificuldade de ingressar no mercado de trabalho e ter independência financeira. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de gravidez precoce diminui conforme aumenta a escolaridade das jovens. Tal fato implica que esse problema é predominante em famílias de baixa renda, que são marginalizadas e excluídas da sociedade. Ademais, além das jovens terem que lidar com o preconceito e, muitas vezes, com o abandono paterno, dificilmente terão acesso ao acompanhamento médico, como o pré-natal. Esses obstáculos podem levar a problemas psicológicos como depressão e ansiedade, além de afetar negativamente a saúde da mãe e do bebê.

Portanto, urge a necessidade da mobilização do governo para solucionar esse problema. Desse modo, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, realize atividades projetadas por psicopedagogos destinadas aos jovens, evidenciando a importância do uso de preservativos, além de expor as características da violência sexual e relacionamentos abusivos, a fim de reduzir as taxas de gravidez na adolescência e manter a integridade física e mental das jovens. Assim, será possível amenizar o problema e evitar futuros casos como o da personagem Meave.