Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 05/02/2020
O documentário “Meninas: gravidez na adolescência” retrata a realidade problemática das garotas que engravidam precocemente, visto que elas vivenciam entraves psicológicos- traumas por causa do preconceito- e sociais- evasão escolar. Nesse contexto, dois aspectos se destacam na causa desse problema: a lacuna familiar e a insuficiência educacional, os quais, juntos, consolidam a ascensão da gravidez precoce. Enfim, ações governamentais de combate a esse impasse são necessárias.
Diante desse cenário, cabe elucidar como a família se expressa negligente ante a conjuntura em questão. Mormente, é preciso entender que assuntos relacionados ao sexo e à sexualidade são tabus sociais. Nesse sentido, os parentes solidificam-os ao ocultarem tais assuntos no diálogo familiar. Dessa forma, os adolescentes têm dificuldades para conseguir informações sobre relações sexuais ou, ainda, sentem vergonha de procurar métodos contraceptivos e, consequentemente, há maiores chances de se adquirir uma gravidez indesejada.
Além disso, vale ressaltar que a educação deficitária das escolas favorecem as gravidezes antes dos 18 anos. Nessa perspectiva, é extremamente incomum encontrar a educação sexual de forma contínua no ambiente escolar. Embora existam projetos e aulas, eles são isolados, focados em datas específicas e não atendem as necessidades de conhecimento dos estudantes. Desse modo, a esfera escolar se configura falha no tocante à prevenção da gravidez na adolescência.
Portanto, observa-se que a família e a escola estão despreparadas para discutir sobre sexualidade e, por isso, a gravidez precoce é notória. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação modifique a grade curricular estudantil, por meio da introdução da Educação Sexual na Base Nacional Comum Curricular, a fim de formar cidadãos conscientes acerca das relações sexuais, e de desconstruir tabus, facilitando, inclusive, as conversas pessoais. Assim, o enredo de “Meninas: gravidez na a adolescência” não seria mais uma realidade.