Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/12/2019
O imperador de todos os tabus
Apesar de ter ocorrido uma queda na taxa de gravidez na adolescência no Brasil, os números ainda são alarmantes. Tal problemática envolve ainda o tabu de muitas pessoas em relação à sexualidade. Além disso, as taxas se concentram em regiões de baixa escolaridade e de ausência de uma educação sexual de qualidade.
A princípio, desde os tempos antigos, a sexualidade tem se configurado como um assunto proibido para muitas pessoas, sobretudo religiosas. Nessa perspectiva, a relação com o pecado original e a grande repressão advinda da Igreja Medieval na Idade Média fez com que muitos, ainda hoje, vislumbrem a sexualidade como um grande tabu, o que gera graves consequências para a sociedade contemporânea, tais como a gravidez na adolescência. A carência de diálogo entre os filhos e progenitores compromete o desenvolvimento da confiança dos filhos para com os pais, isso gera insegurança e medo nos filhos que acabam por se ver desassistidos diante de circunstâncias como a referida.
Ademais, de acordo com Aristóteles, o homem tem cede de saber, sendo muitos dos males da humanidade advindos da ignorância. Nesse sentido, é evidente que as taxas de gravidez na adolescência se concentram nas periferias das cidades ou em zonas rurais, locais em que há precariedade no ensino escolar, o que, consequentemente, faz com que muitos jovens não tenham acesso a aulas em escolas que abordem a temática dos métodos preventivos a fim de evitar uma gravidez inesperada. Diante disso, muitas mulheres pobres que abandonam o estudo acabam por ter de criar seus filhos em condições precárias e sem perspectiva de futuro.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação promova aulas de educação sexual nas escolas, em especial naquelas localizadas em áreas de maior taxa, através dos professores de biologia, a fim de esclarecer os alunos sobre a importância do planejamento familiar e dos métodos preventivos.