Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/12/2019
A gravidez na adolescência é grave problema. Muitas jovens acabam entrando nessa situação, não só pela falta de formação, mas também por conta de convenções sociais que tratam essa tema como sendo algo obscuro.
Quando uma adolescente engravida, ela acaba gerando um tensão social. Além da possível rejeição da família, há também rejeição das pessoas que estão em volta, sejam elas amigos, colegas, vizinhos, etc.
Essa situação é péssima para a sociedade, pois além de causar danos psicológicos a jovem devido a rejeição e o período da juventude perdida, isso acaba agravando alguns problemas sociais, como a pobreza, a violência, e até problemas de saúde.
Adolescentes que engravidam são geralmente de famílias pobres, e quando se tem uma criança para cuidar, fica mais difícil estudar e ter um bom emprego. Ou seja, a pessoa, que já era pobre, vai continuar pobre. E como resultado da pobreza, a criança pode ter o sentimento de abandono, o que pode levá-la à entrar no mundo do crime, gerando mais violência.
E quando se fala sobre saúde, se deve lembrar que o corpo da adolescente ainda não está formado. O índice de mortalidade nesses partos é muito grande, além de problemas arteriais, anemia e DSTs ( se a jovem não sabe se prevenir da gravidez, provavelmente não sabe se prevenir dessa doenças).
Devido a gravidade e ao tamanho desse problema, pode-se declará-lo como algo a qual o Estado deve tomar conta. A educação sexual nas escolas deve ser fortemente apoiada, pois é justamente lá onde se encontram a maioria dos que precisam desse tipo de informação.
Também, mutirões realizados por agentes de saúde e assistentes sociais, tendo como alvo não só os jovens, mas os pais e responsáveis, informando e explicando sobre como tratar desse assunto com os adolescentes, tendo em vista que um dos maiores agravantes desse problema é justamente a ideia de que sexo é um tema proibido de ser falado em família.
Certamente, será a exposição desse problema que vai culminar na “derrubada” dessa barreira comunicativa, pois continuar a ignorar esse problema só vai continuar a agravar essa situação.