Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/12/2019
Pecado! Essa era a visão da igreja católica perante as relações sexuais durante a Idade média, datada do século V ao XV. Qualquer pensamento ou ato relacionado era visto como proibido a não ser com cunho procriativo. Essa ideologia foi difundida por séculos e hoje entendemos suas consequências e os problemas que geram: Encarar como errado impede com que os jovens vá atras de informações, tanto sexuais como preservativas, e dessa forma, a gravidez precoce acaba sendo o efeito dessa ignorância.
Compreende-se, assim que a abominação do assunto em meio familiar pode ser considerado um dos fatores que influenciam o acontecimento da gestação indesejada. Assim, os pais devem entender que desprezar não anula o fato que, segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 30,5% dos adolescentes já tiveram alguma relação sexual. Logo, tendo em vista que essa é a instituição que participa diretamente nas atitudes dos adolescentes é importante a instrução sexual para que incidentes não sejam cometidos.
Além disso, a carência da abordagem do assunto em muitas salas de aula acaba sendo extremamente prejudicial para a vida do indivíduo que acaba sendo privado de um direito essencial para sua formação. De acordo com Mary Neide Figueiró, psicóloga graduada na Unesp, cerca de 20% das escolas brasileira possuem uma educação sexual ampla e contínua no ensino fundamental. Dessa forma esse cenário deve ser alterado imediatamente, para que uma maior parcela da sociedade tenha aprendizado sobre um ato que em algum momento da vida todos vão experimentar.
Nesse sentido, ações governamentais são imprescindíveis para o rompimento dessa forma de encarar o sexo na atualidade para evitar a gravidez na adolescência. Por meio de cursos gratuitos disponíveis em escolas públicas, médicos em consonância com educadores ensinariam não só para alunos, mas também aos pais educação sexual de maneira didática e bem exemplificada, mediado pelo Ministério da Saúde. Esse curso aconteceria aos sábados e, para incentivar a presença, seria considerada como nota complementar e participação obrigatória. Pretende-se com isso, possibilitar a quebra de um tabu que está presente na sociedade desde o século V.