Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/12/2019
Como o próprio Jesus já falava há dois mil anos atrás:‘Conhecereis à verdade e à verdade vós libertará’. Não é a toa que hoje, adolescente que apresentam acesso insuficiente à educação, continuam lotando as maternidades em pleno séc.XXI. Nesse contexto, como o conservadorismo, preconceito e educação precária continuam criando mães precoces e crianças sem estrutura familiar com futuros potencialmente comprometidos?
As garotas tem sua primeira menarca por volta dos 12 anos de idade, mesmo período que se encontram em intensa atividade escolar. Porém, mesmo nessas ocasiões, as meninas não possuem muito discernimento do que ocorre com o seu corpo, seja por falta de informação nas escolas ou por seus pais. Logo, juntamente com a primeira menstruação, os hormônios sexuais femininos como estrógeno e progesterona, despertam nas adolescentes o desejo por indivíduos do sexo oposto. Colocando assim, ambos em risco, caso eles não possuam muita consciência do que podem fazer. Então, não é de se estranhar que segundo o (Sinasc), 3 milhões dos bebês nascidos em 2016, 480 mil provinham de adolescentes entre 15 e 19 anos.
Porém, esta não é a única preocupação, pois além do risco de se contrair alguma DST no ato sexual, as jovens correm perigo de morte pois segunda a informação já bem estabelecida na literatura cientifica, o útero só está realmente apto a gestar apenas aos 30 anos de idade. Associado a esse fato, o risco de perda de oportunidades e estudos é enorme, devido ao fato da dificuldade de conciliar estudos a maternidade, pois mesmo as atividades escolares sendo realizadas em apenas um turno, ser mãe é integral. O conservadorismo cerca de políticas públicas também tem seu papel, já que a pratica abortiva é considerada crime, forçando as adolescentes à gerar um filho sem estruturas biológicas e sociais, comprometendo também a formação social e psicológica da criança.
Logo, políticas públicas de educação sexual nas escolas, explicando à puberdade, riscos da prática sexual, métodos contraceptivos na sela de aula, associada à conscientização dos pais da importância desse ato e combate ao conservadorismo, certamente impediria que várias crianças gerassem outras crianças sem saberem o que estavam realmente fazendo.