Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 04/02/2020
Desde o período colonial a educação, os valores éticos e morais são baseados na religião católica. O que por consequência dificulta o diálogo sobre assuntos como: exposição precoce de adolescentes e jovens ao sexo e por conseguinte a temática de infecções sexualmente transmissíveis e gravidez extemporânea.
A priori, existe uma proposta lançada pela Ministra da Mulher e da Família Damares Alves no começo de 2020, sobre a abstinência sexual,(para adolescentes abaixo de 15 anos e jovens de 15 a 19 anos), alegando ela que seria a maneira de controlar a gestação prematura. Analisando o exposto é importante pensar de qual maneira essa informação e controle governamental chegaria a parcela pobre, que vive em áreas periféricas e que são as mais atingidas pela gravidez antes do tempo e sem qualquer estrutura familiar e econômica.
Em segundo lugar, os pais possuem um certo medo e resistência em orientar seus filhos a cerca da sexualidade, gravidez precoce e os riscos que acarreta tanto para a saúde mental como para a integridade física. Mas, a culpa somente sobre os genitores seria um equívoco, uma vez que esses talvez não tenham tido uma boa ou sequer alguma educação sexual, não se pode exigir que ensinem algo que também não conhecem.
Diante do exposto, notamos que a temática da gravidez prematura é um assunto que precisa ser debatido e ensinado. O ministério da educação, deve promover palestra sobre educação sexual tanto para os pais como aos adolescentes, explicando e orientando que risco da exposição precoce ao sexo vão além de uma gestação despreparada, que existem também infecções sexualmente transmissíveis, que afeta e prejudicam da mesma maneira.