Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 17/02/2020
É inegável o fato de que o número de adolescentes grávidas vem diminuindo no Brasil. Porém, os números são ainda alarmantes. Ao se tratar sobre a sexualidade, muitas vezes o assunto é circundado por um pudor que tem origem nos séculos passados, onde sexo era apenas depois do casamento para se ter filhos. Mas, com o passar do tempo, a visão sobre o sexo foi mudando, e hoje os jovens tem, cada vez mais cedo, tido relações sexuais.
Por não terem a informação necessária sobre os métodos contraceptivos, muitas adolescentes engravidam. As mais frequentes jovens mães são aquelas provenientes de famílias mais pobres e sem o acesso necessário a educação sexual e aos anticoncepcionais.
Ao engravidarem, as jovens passam por problemas tanto em seu núcleo familiar quanto na escola. Por terem medo de contarem para seus parentes sobre a gestação, elas põem em risco sua saúde e a saúde da criança, pois acabam não fazendo os exames necessários. Já em sua vida escolar, a gravidez faz com que muitas jovens abandonem seus estudos para cuidar do bebê e/ou porque são excluídas dos círculos de amizades, afetando seu futuro.
Antigamente, a igreja condenava o sexo antes do matrimônio, hoje, por mais que os conceitos tenham mudado, igrejas conservadoras ainda tentam manter essa linha de pensamento e pregam a abstinência sexual entre os jovens como sendo uma maneira de método contraceptivo. Porém, o que essas instituições não levam em conta, é que o adolescente está passando pela puberdade, um momento de “explosão” de hormônios.
Assim sendo, a melhor maneira de se evitar a gravidez na adolescência é o Ministério da Saúde, por meio de verbas, incentivar a educação sexual nas escolas a fim de orientar e conscientizar os jovens sobre os problemas enfrentados se forem descuidados e as vantagens de se precaver. Ele também tem que disponibilizar no SUS os anticoncepcionais de graça para as meninas de baixa renda. As famílias também devem deixar de lado o “pudor” e ter uma conversa franca com os seus filhos sobre para também orienta-los. Assim, os números de jovens grávidas, que hoje vem caindo, podem decair mais.