Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 18/02/2020

É irônico que, em uma época em que há uma quantidade gigantesca de informação disponível na Internet, o Brasil tenha que lidar com uma falha tão grave na saúde pública. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de gravidez precoce no país era de 17,3% em 2015, prevalecendo na região Nordeste. As pesquisas, infelizmente, não mostram grandes melhoras.

A gravidez na adolescência é um risco enorme para a mãe, que desiste  dos estudos e é extremamente julgada pela sociedade. Ao mesmo tempo, o risco de prematuridade para o bebê aumenta significativamente, elevando os custos do período pós-parto e dos cuidados com a criança. Além disso, o tabu criado sobre esse assunto constrange a gestante, que pode demorar a realizar as consultas de pré-natal ou até levá-la a realizar aborto ilegal, resultando em mais um perigo de vida.

Contudo, o impasse está longe de ser resolvido. Em áreas mais pobres, não há conhecimento sobre métodos contraceptivos, algo que, em conjunto com a violência à mulher, constituem o quadro atual brasileiro. Outra preocupação é a sexualização precoce, incentivada pela pornografia. Os pais deveriam estar especialmente atentos nesta fase da vida de seus filhos, verificando comportamentos violentos contra mulheres, para que não haja consequências futuramente.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Os profissionais da saúde devem realizar assistência integral e humanizada à adolescente, informando-a sobre seus direitos como mulher e futura mãe, evitando julgá-la. No centro de saúde ela deve ser orientada sobre a gestação e incentivada a não desistir de estudar. O governo municipal deve fazer campanhas e incentivar visitas a domicílio pelos profissionais de enfermagem, a fim de orientar a população sobre a prática de sexo seguro e o uso de métodos anticoncepcionais disponíveis. Além de investir uma parcela maior do montante público na saúde e educação - a base para um país desenvolvido!