Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/03/2020

A gravidez na adolescência representa um alto contraste na sociedade brasileira, visto que o país se destaca na América Latina ao apresentar altos índices de ocorrências. Uma vez que a gestação precoce reflete na vida social e pessoal da menor, como a privação escolar ou a mortalidade materna durante o parto, no momento em que a idade e desenvolvimento corporal prematuro comprometem a saúde da mãe e do bebê, evidencia a gravidade da situação. Em face disso, destaca-se a necessidade de analisar e resolver esse problema de saúde pública, por meio de medidas sociais e governamentais.

Primeiramente, deve- se analisar o ambiente em que os números de casos se acentua. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande porcentagem do fato ocorre em regiões e comunidades de baixa escolaridade e classe social. Dessa forma, é necessário enfatizar que a falta de informação afeta diretamente no comportamento humano, logo que a falta dessa deixa escasso o conhecimento sobre métodos contraceptivos e dificulta a prevenção, até mesmo, em doenças sexualmente transmissíveis, facilitando o crescente número de casos de adolescentes gestantes e com alguma enfermidade.

Ademais, o cenário social não é o único a propiciar a situação, isto é, que a estrutura familiar também pode ser um fator contribuinte para o fenômeno. De forma que, muitas famílias -em maioria de baixa ascensão social- não praticam o diálogo com os jovens e não apresentam estruturação emocional e amparadora. Além de que, em muitos casos, existe um tabu em relação a vida sexual e as consequências desta. Sendo assim, o resultado é o número de adolescentes que não expressam suas dúvidas e permanecem com a desinformação que pode gerar situações irreversíveis, como a gravidez na adolescência não planejada.

Portanto, faz- se necessário medidas para contornar o problema. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde promover a conscientização aos jovens e responsáveis sobre maneiras contraceptivas e formas de abordar o assunto dentro do contexto familiar, por meio de palestras e campanhas em postos de saúde, ambientes públicos e instituições de ensino, a fim de levar a informação aos que não a possuem, buscando evidenciar as consequências de uma gestação precoce e os efeitos à longo prazo aos jovens e familiares. Dessa forma, é esperado a redução do número de casos e a consciência coletiva sobre o assunto, o dando a devida atenção exigida.