Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/04/2020

Compreendida como um período responsável pela geração de um ser, a gravidez é um momento em que a mulher passa por transformações na função normal do seu corpo e no seu modo de vida, devendo, por isso, estar preparada, sobretudo, fisiologicamente e psicologicamente para essa fase. Contudo, o que se nota em partes do globo, bem como no Brasil, é a ocorrência da gestação em adolescentes, indivíduos, em geral, imaturos para lidarem com essa etapa da existência, o que provoca problemas psíquicos à mãe e complicações em seu desenvolvimento educacional. Assim, pelo fato de contribuir para uma involução social, compete ao governo brasileiro investir em medidas que visem atenuar os casos de genitoras jovens no país.

Nesse contexto, destaca-se como uma das causas da gravidez na adolescência no Brasil, a falta de informação de grande parte dos jovens acerca dos métodos contraceptivos. Essa desinformação se deve ao fato de a sociedade brasileira ter sido colonizada e, por essa razão, influenciada pelo cristianismo, que costuma tratar atos de sexualidade como profanos, logo, ações que têm de ser proibidas em discussões sociais. Partindo dessa premissa, vale destacar as ideias de “Totem e tabu” do psicanalista Freud, nas quais o tabu refere-se a temas censuradas pela sociedade, por ir de encontro aos valores morais estabelecidos. Dessa forma, como dissertar sobre sexo, em casa com os pais ou em escolas com os profissionais de ensino, é ainda, no Brasil, um tabu, certos adolescentes ficam carentes de conhecimento sobre meios de prevenção da gravidez, e, então, vivem esse estágio cedo.

Em consequência da gestação na juventude, percebe-se a evasão escolar. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 76% das meninas que engravidam, abandonam a escola. Isso ocorre pelo motivo de que, muitas adolescentes não conseguem conciliar o novo modo de vida, com maiores responsabilidades, aos estudos. Desta maneira, essas mães são prejudicadas em sua formação acadêmica, podendo implicar dificuldades para se conseguir um emprego e, consequentemente, adversidades financeiras para criar o filho. Ademais, parte dessas jovens podem desenvolver a depressão em virtude do preconceito social, já que diante dos valores impostos à sociedade, muitos indivíduos se acham no direito de julgá-las. Destarte, além das alterações fisiológicas essas adolescentes podem sofrer com distúrbios psíquicos, afetando, assim, a sua saúde mental.

Portanto, a fim de conter os casos da gravidez na adolescência, compete ao Ministério da Educação, por meio de parceria com da Saúde, investir em campanhas, que circulem nos meios midiáticos de massa, sobre os malefícios da gestação precoce aos jovens. Alertando, desse modo, os adolescentes e os seus responsáveis acerca da importância da contracepção e da educação sexual, respectivamente.