Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/03/2020

O documentário “Meninas”, produzido na favela da Rocinha, localizada na cidade do Rio de Janeiro, apresenta a história de quatro adolescentes, que apresentam em comum o fato de possuírem baixa renda e de terem seus sonhos anulados pela chegada de um filho. Paralelamente, a gravidez na adolescência constitui um fenômeno recorrente no Brasil, que atrela-se a fatores educacionais e socioeconômicos. Com efeito, a negligência governamental no âmbito educacional e a falta de ações preventivas na esfera pública agravam esse problema,o que torna imprescindível expor e viabilizar medidas para mitigar esse quadro enfermo.

Em primeira análise, é imperativo pontuar que a ausência de ações governamentais efetivas corroboram com a ininterrupção dos altos índices de adolescentes grávidas no Brasil. Dessa forma, a quase inexistente abordagem do assunto nas escolas constitui um problema de ordem educacional, haja vista que a desinformação é o principal fator da gravidez precoce, o que afeta, sobretudo, grupos populacionais em vulnerabilidade socioeconômica. Isso comprova-se a partir de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que o Brasil possui índices de gestação prévia maior do que a média dos países latino-americanos. Assim, é mister que a atuação do Ministério da Educação (MEC) seja mais ativa para com essa questão, visando combater a falta de informação.

Outrossim, é lícito postular que a inércia do Poder Público, no que tange ao incentivo a medidas de combate à gravidez precoce, agrava a situação. Sob esse viés, a ineficácia das campanhas  veiculadas pelo Governo nas mídias,associadas à divulgação de métodos contraceptivos,fomenta o descaso social para com o problema, o que gera consequências drásticas, impactando negativamente no desenvolvimento social do país. Logo, é substancial que os panoramas da desinformação e do descuido sexual sejam revertidos, fazendo-se importante um aumento estrondoso no investimento em ações combativas, sendo estas ministradas pela esfera pública.

Em síntese, há entraves para a redução nos índices de gravidez precoce no Brasil, fazendo-se mister a concretização de ações promissoras para aplacar essa problemática. Portanto, cabe ao MEC, por meio de verbas governamentais, implementar aulas e palestras informativas nas escolas,voltadas para a educação sexual, sendo estas ministradas por profissionais da saúde e da educação, visando combater o panorama da desinformação e os descuidos sexuais entre os adolescentes brasileiros. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas combativas mais eficazes, a partir da divulgação de dados e de métodos contraceptivos disponibilizados pelas redes de saúde pública. Assim, os indivíduos serão mais conscientes e informados quanto ao problema em questão.