Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/03/2020

Desde os tempos primórdios, a mulher é vista como a responsável pelo lar e filhos enquanto o homem deve buscar os mantimentos. O fato desse pensamento não ter mudado ao longo dos anos é por conta do patriarcado, que diminui as mulheres e a designam a uma única função: a de ser mãe. Por isso, é necessário discutir como esse problema histórico-cultural do culto à maternidade reflete e afeta a vidas das adolescentes no Brasil.

É importante citar, em primeiro lugar, como a gravidez na adolescência é o resultado de problemas maiores, como a falta de acesso à educação sexual e desigualdades sociais. É notável a quantidade de meninas que engravidam por falta de instrução, pois não sabem como funcionam os métodos contraceptivos. A consequência da desinformação geralmente afeta adolescentes das menores classes sociais e econômicas, pois já vivem em um ambiente de poucas oportunidades, com isso o Governo acaba tendo sua parcela de responsabilidade. É importante debater como essa situação pode causar danos no futuro dessas jovens e nos filhos.

Como foi dito anteriormente, é necessário salientar como a vida dessas mães são drasticamente mudadas após uma gravidez não desejada. É evidente como o nascimento de uma criança muda a rotina de uma pessoa. As prioridades acabam sendo alteradas, pois a adolescente precisa se adaptar com as obrigações de cuidar de uma criança. Com isso, acaba muitas vezes largando os estudos e dependendo da ajuda dos pais. Arcar com essa responsabilidade sendo muito jovem pode colocar em risco o futuro da criança, pois acaba sendo criada por alguém que não está pronto psicológico e financeiramente.

Desse modo, é perceptível como o problema das gestações na adolescência afeta majoritariamente as classes vulneráveis. É necessário ações do Ministério da Educação, para que implante aulas de educação sexual com apoio de psicólogos nas escolas, ensinando sobre métodos preventivos e distribuindo preservativos, assim como incentivar o diálogo com os pais, para combater essa mazela que afeta a sociedade do país.