Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/03/2020
Na famigerada série “Sex Education”, da plataforma Netflix, Maeve é uma adolescente que acabou engravidando, levando-a a optar pela realização do aborto. Nesse contexto, a tensão vívida pela jovem no trama é uma realidade de muitas jovens mulheres pelo Brasil, sendo necessário ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. No entanto, tais práticas não se concretizam devido à falta de informação e à inação do Estado. À vista disso, subterfúgios devem ser encontrados, a fim de sanar esse problemática.
Em primeira instância, a falta de conhecimento de substancial parcela da população impede a efetuação de ações para a redução da gravidez juvenil. Isso ocorre devido à falsa determinação de que qualquer meio que tente conscientizar, ou mostrar como evitar a gravidez, seja visto como um guia que visa, puramente, o ensino à prática sexual pelos jovens, sem qualquer viés educativo. Tal situação é propagada, principalmente, pelos meios informativos conservadores, o que acaba limitando e manipulando o senso crítico de todos, o que, para Immanuel Kant, é incerto, pois é necessário que todos tenham autonomia sobre seus intelectos, para alcançar a maioridade intelectual.
Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado no que tange ações que reduzem a gravidez na adolescência são inexistentes. Sendo assim, Johann Goethe, estadista alemão, afirmara que a maior necessidade de um Estado é de governantes corajosos. Nesse sentido, essa coragem é a busca por atitudes que visem o bem comum que, quando analisado a questão da gravidez juvenil, vê-se que não existe nenhuma forma estruturada ou planeja pelo governo que tente atenuar esse problema, seja por meio da educação, ou da saúde pública. Desse modo, enquanto essa for a realidade, a gravidez na adolescência continuará a aumentar, levando à banalização do problema.
Nessa perspectiva, portanto, é mister que haja ações governamentais para a redução da gravidez na juventude. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto às mídias, desmistificar o perfil conservador do assunto da gravidez na juvenilidade, por meio da criação de programas televisivos denominado “Construindo Conhecimento” que irá abordar essa questão da gravidez, mostrando como educar e evitar esse problema, a fim de que a informação chegue a todos e o problema seja sanado. Ademais, o Estado deve, ainda, consolidar a prevenção à gravidez na adolescência, por intermédio da inclusão da educação sexual na grade curricular dos alunos, que irá retratar, com ajuda de sexólogos, a função dos meios contraceptivos, por exemplo, a fim de atenuar de vez o problema. Feito isso, garantir-se-á que a gravidez na puberdade seja retratada somente em programas, como em “Sex Education”.